terça-feira, 30 de dezembro de 2008
AGRADECIMENTO!!!
ESPERAMOS VÊ-LOS NOVAMENTE EM 2009!!
FELIZ ANO NOVO!!
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Sobre Encontros e Despedidas
Trago boas notícias....
O primeiro cd da Woohoos!, como vocês já sabem, o "Sobre Encontros e Despedidas", já está integralmente gravado. Guiga nos concedeu essa glória na terça-feira de madrugada ao enviar o melhor SMS que recebi esse ano, indicando que as gravações chegaram ao fim....!!!!
O que falta agora são as devidas mixagens e masterizações, as quais nos ocuparemos nesse final de 2008 / início de 2009.
2009 vamos começar com o pé direito!!!!
Aguardem....
Grande Abraço
B.S.
sábado, 20 de dezembro de 2008
É Dezembro...!!!
São 01h23(horário do começo da edição desse post). Estou em Brasília, ainda, e acabo de chegar do "show" do Zé Ramalho que rolou aqui hoje.
Pra fazer esse review/crítica/comentários, de forma pertinente, preciso dividir o post em partes:
1) O SHOW VISTO POR UMA PESSOA COMUM: Chegamos ao ginásio NILSON NELSON aproximadamente umas 20:45; preocupados em não pegar fila para entrar. Pura ingenuidade. Não havia fila. O lugar estava mais vazio que enterro de indifente. Entramos e conseguimos um lugar legal de frente para o palco e começamos a tomar cerveja. Estávamos bem ocupados pensando em que horas Zé Ramalho subiria ao palco visto que até então tinham no máximo umas 800 pessoas no local. E não é força de expressão. O show não foi divulgado.
Eis que o show começa....
Show de poucas músicas desconhecidas intercaladas com grandes clássicos. Foi bom e deu pra beber algumas "cervejas". (As aspas aqui são válidas porque "Nova Schin" ninguém merece...). A voz do bicho é escrota!!!
2) O SHOW COMO BATERISTA DA WOOHOOS ASPIRANTE AO ESTRELATO: o baterista mandou/manda demais (não lembro o nome, mas vou descobrir assim como o equipamento dele). Alternava base normal e base invertida (mão direita e esquerda no chimbal, respectivamente) como quem brinca de pique-esconde. Me surpreendi. Sem comentar que o som/timbre dos pratos (principalmente do CHIMBAL) era maravilhoso. Fica aqui a dúvida. A batera era boa por causa da produção ou o equipamento do batera era muito bom...ou os dois????
Sou suspeito mas para um show desse porte acho que a resposta é "os dois".....
3) A CRÍTICA: Foi um show legal. Várias pessoas cantando e dançando as músicas do Zé. Mas fica aqui meu registro. Há algum tempo fizemos um show no Rayuela no qual o Bryan ficou meio "down" de tocarmos pra "meia dúzia de pessoas". O grande exemplo que tive hoje me mostrou que não adianta ter nome, fama ou qualquer coisa que seja. Todos os artistas têm seus dias de glória e seus dias de luta.
Zé Ramalho, que é o Zé Ramalho tocou hoje para pouco mais de 700 pessoas, e não é força de expressão. Eu estava lá e vi. O Nilson Nelson estava VAZIO!!! Mas mesmo assim ele subiu no palco, tocou, e fez todas as pessoas, seja quantas estiveram presentes, cantar e dançar ao som dele.
Não importa quem você é, aonde você toca ou pra quantos ouvidos você mostra sua arte. O importante é que, praquelas pessoas que estão ali, já valeu a pena.
Aproveito a oportunidade pra deixar um grande abraço a todos.
Desejo um Feliz NATAL e um ANO NOVO cheio de conquistas e realizações.
Fiquem de olho no nosso cd que em Janeiro/Fevereiro sai (agora é promessa.....)
Nos vemos em 2009. Comportem-se!!!Stay out of drugs! Be safe! Do Sex!
Um super abraço
SAPO
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Férias
venho avisar que a Woohoos! está oficialmente de férias.
Aproveitaremos para descansar, viajar, ver a Madonna e mixar o nosso tão esperado primeiro CD "Sobre encontros e despedidas".
Queria agradecer a todos que nos prestigiaram comparecendo aos shows e aqueles que nos apoiaram da mais diversas maneiras.
Ano que vem tem mais!!!
Um abraço e juizo nesse fim de ano.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Cancelado!
O show que faríamos na próxima segunda-feira foi cancelado.
Isso mesmo.
O show marcado para as 21h do próximo dia 15 de dezembro, segunda-feira, foi cancelado.
Nada mais de Woohoos! ao vivo em 2008.
Shows previstos a partir de fevereiro de 2009.
No mais, sem mais.
Bryan St. Martin
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Resoluções para 2009
Venho por meio desta singela mensagem avisar a todos aqueles que lêem estas notícias (alguém lê?) que, em 2009, passaremos por algumas reformulações.
O estado de permanente decepção e cortante auto-crítica em que me encontro conduziu-me ao questionamento de diversos aspectos do trabalho que os Woohoos! apresentam.
As críticas são bem mais duras e cáusticas dentro da minha cabeça. E realmente me deixam doente. Não é exagero, eu somatizo tudo, uma merda isso.
Enfim, dentre todas as respostas para as perguntas que tenho me feito, algumas soaram mais alto. Uma, em especial, mais alto que as demais.
Quem me conhece com um pouco de profundidade sabe que sou um cantor, antes de qualquer outra coisa. Mas também sabe que a guitarra sempre foi uma grande paixão. No colégio, meu violão e eu éramos como um só. Às vezes, chego a pensar que quase toda da minha vida escolar consistiu em tocar violão e cantar.
Porém, em meio a constantes recomeços, passei a me recusar a tocar guitarra/violão ao vivo. Sei lá, me resignei a ser somente o vocalista, sem ter que me preocupar com equipamentos e afins. Achei que, se focasse no canto, renderia mais.
Porém, quando não se detém o carisma de um Mick Jaegger, ficar em frente a um pedestal é... complicado.
No frigir das minhas auto-análises, fui fazendo retrospectivas até chegar à conclusão de que parei de tocar guitarra porque nunca consegui dominá-la completamente. Cantar é mais fácil pra mim e fiquei satisfeito em permanecer na minha zona de conforto.
Não mais. Recentemente, voltei a tocar nas apresentações. Violão. Bem cliché. Primeiro, por conta de NDOTP. Depois, por conta de As Rosas Não Falam. Já mencionei a catarse que a execução de ARNF provoca em mim. Eu gosto, muito, disso. Embora tenha me atrapalhado durante essas performances, gostei de voltar a empunhar um instrumento musical no palco
Mas o violão não é a resposta. A resposta é a guitarra. Sim, a mesma guitarra que me recuso a tocar há alguns anos.
Então, resumindo a ópera, é isso. Voltei a tocar guitarra e estou adquirindo novos equipamentos para subsidiar meu retorno triunfal. Pratico todo dia, esperando recuperar em breve as minhas habilidades.
As novas composições se apóiam nessa nova realidade. Esse é o grande segundo ponto a ser reformulado em 2009. Embora as composições de Sobre Encontros e Despedidas tenham sido idealizadas para um power trio, é impraticável mantermos essa mesma estrutura nas novas composições. Como power trio de quatro componentes, deixamos muitíssimo a desejar.
Como não há nenhum virtuose na banda, o som tende a parecer vazio em certos pontos. Num primeiro, segundo e terceiro momento, isso não me incomodava. Mas passou a me incomodar. Realmente limita demais as possibilidades criativas a ausência de uma segunda guitarra.
Como somos, fomos e seremos sempre um quarteto, tocar guitarra é uma consequência natural pra mim. E virá não somente a sanar alguns problemas, mas também a enriquecer nossas apresentações e novas composições.
O terceiro grande ponto, backing vocals. Estes serão revistos, quando não tiverem que ser criados. O uso das harmonizações vocais tomará bastante tempo em 2009.
Resumão das resoluções de fim de ano/ano novo:
- Bryan na voz e na guitarra
- Woohoos! agora com duas guitarras = mais som, mais possibilidades
- Backing vocals decentes
É isso aí. Apareçam no Rayuela no próximo dia 15, a partir das 21h. E testemunhem a última apresentação dos Woohoos! sem que Bryan St. Martin toque sua Fender Stratocaster.
Abração!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
O último de 2008!!!

É com imenso prazer que convido todos para a nossa última aparição nesse ano.
O lugar, preço e hora vocês já sabem!!! Mas em caso de dúvidas:
Bistro Rayuela - 412 sul
21hs
R$10,00
Espero todos vocês lá pra encerrar o ano com chave de ouro.
Possíveis surpresas nesse show....!!!
sábado, 29 de novembro de 2008
KRALHOWWWWW!!!
Ontem uma amiga me ligou com a notícial potencialmente a melhor desse ano.
Eu pensei que nunca ia conseguir ver isso nessa vida. Mas tornou-se realidade.
IRON MAIDEN confirmou 5 datas no Brasil. Rio de Janeiro, São Paulo e três cidades que eles nunca passaram antes: Manaus, Recife e BRASÌLIA!!!
BRASÌLIA PORRRAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! Ver o Iron na minha cidade vai ser du kralhowwww!!!!
Estou ansiosíssimo!!!!!!!
Thursday March 12 - MANAUS, Sambódromo
Saturday March 14 - RIO DE JANEIRO, Apoteose
Sunday March 15 - SAO PAULO, Autódromo de Interlagos
Wed March 18 RECIFE, Estádio Municipal
Fri March 20 BRASILIA, Brasilia Camping
UP THE IRONS!! Vejo vocês lá!!!!
Abraço forte
B.S.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Um pouco de atenção ao pleito do meu peito
Cheguei a uma encruzilhada na minha vida.
Escrevo o que quero escrever, faço o que quero fazer, canto o que quero cantar... ou faço o que se espera que eu faça?
"Ai, que cansativo isso. Esse cara não vai crescer nunca, sempre nessa lenga-lenga? O que tanto se espera de você?", alguns perguntarão.
Fato. Sou um disco riscado recheado de canções imaturas. Indo além, eu sou só mais um zé-ruela com um sonho que lhe rasga o peito e disposição pra dar a cara a tapa. Não só musicalmente, mas em diversos aspectos a minha vida. Mediocrezinho, mediocrezinho. Mais um, não "1", não "1º", não "o". Só mais um.
Foda prum leonino admitir uma coisa dessas.
Eu sou o cara cheio de potencial do colégio. Aquele que todos apontavam e diziam, "esse aí vai longe". Que achou que todas as portas do mundo iriam se abrir pra ele passar, fazer e acontecer. Eu sou o cara que se gabou das expectativas nele depositadas; que ficou sentado, esperando as coisas caírem do céu. Que achou que, não importa o que escolhesse, se daria bem, teria rios de dinheiro, sucesso, poder. Que hoje, não faz a mínima idéia de que caminho seguir, tendo tempo demais pra pensar e fazer besteira.
Estranho pressentir que desperdicei 1/4 da minha vida . 1/4, numa projeção otimista, supondo que eu chegarei aos cem. Bem, melhor do que pensar que o desperdício já chega à ordem de 1/3. Ou pior, 1/2...
Se eu cair morto agora, ficarei bem puto comigo, já que insisto em acreditar em alma, céu, inferno, e outros valores metafísicos, extracorpóreos. O que fiz na minha vida? O que fiz com a minha vida? Até agora?
Tentei, tentei, tentei, continuo tentando. Quebrei a cara, quebrei a cara, quebrei a cara, continuo quebrando a cara.
"Que que é isso?", dirão vários. "Você é um cara privilegiado, tem saúde, uma vida confortável, pôde ter estudo, se formou, se dá o luxo de não usar seu diploma, vive às custas dos pais, tá reclamando do quê, playboy de merda?".
Pois é. Talvez me faltem mais tapas na cara pra acordar, pra me tirar da inércia, pra fazer vencer o sedativo. Talvez todos os problemas, os perrengues, desamores, perdas e tragédias que enfrentei tenham sido proporcionalmente "poucos" se contrabalanceados aos "muitos" que a vida me deu. Mas pra minha pele, foram tantas, "muitas", suficientes pra tingir de cinza o céu cor-de-rosa que algumas pessoas devem achar que cobre a minha cabeça.
Por quê o que eu quero é o que eu não posso ter? (que, que, que, que, que, que, que...)
Por quê eu não me contento em perseguir o que as pessoas que-parecem-ser-felizes-das-janelas-dos-seus-carros parecem ter perseguido? E conseguido?
Por quê me cai tão bem o papel do pobrezinho, do coitadinho, do mártirzinho dessa história patética?
Por quê, San Martin?
Por quê, São Mártir, arauto da patuscada, da patacuada, da encruzilhada?
Por quê?
Acho, porque as certezas andam escassas, que é porque eu simplesmente não consigo me enxergar como o mediocrezinho que eu sei que sou, mas que não aceito que sou, nem me contento em ser.
Acho que é porque eu quero provar pra mim mesmo que eu posso ser aquele cara que pintavam nos retratos do meu futuro. Que podia conseguir o que quisesse, que chegaria longe, que teria rios de dinheiro, sucesso, poder.
Acho. Não, tenho certeza, uma escassa certeza de que o sonho que me rasga o peito é o mesmo sonho que me fará brilhar dentre todos os meus irmãos grãos de areia. Que esse sonho, o mesmo sonho que tantos outros sonham, é mais forte e vibrante, e me dará coragem pra continuar tentanto e quebrando a cara quantas vezes forem necessárias.
Cantando pra turbas de dez pessoas, em tablados de 2X2, sem ouvir aplausos, sem ouvir minha própria voz.
Até conseguir. Até chegar lá. Até balançar minha juba no palco, e ouvir a multidão cantando as músicas que eu escrevi.
Até conseguir tampar esse buraco que eu tenho no peito, que não me permite ser empresário, juiz, ministro, presidente da Coca-Cola, desta República ou de outra qualquer.
Que me empurra pro papel e caneta, pro violão, pro palco. Que me arremessa no abismo de incertezas, que dramalhão, que é tentar, até conseguir.
"Conseguir o quê?", perguntam.
Tudo, eu respondo.
Tudo. Começando por você. Já ouviu Woohoos! hoje?
Bryan St. Martin
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Análise - 5° Show - Rayuela - 17 de Novembro
Segue minha análise da última apresentação.
Local: Rayuela (412 Sul)
Data e Hora: 17 de Novembro, Segunda-Feira, 21:40h
Selist:
Hit The Road Jack (Ray Charles)
Bye-Bye
Feliz
NDOTP
A Seta e o Alvo (Paulinho Moska)
As Rosas Não Falam (Cartola)
Dor e Prazer
Fatos e Fatos
Black (Pearl Jam)
Volta
Análise:
Outro dia, antes do festival Planeta Terra, li uma entrevista com o baterista dos Kaiser Chiefs. Nela, ele dizia que eles dependiam do entusiasmo do público para tocar bem.
Bem, acho que o mesmo se aplica aos Woohoos!
Vamos aos fatos.
Chamamos os Deuses da Kaaba pra dividir a data com a gente. Eles levariam amplificadores pras guitarras, nós levaríamos bateria e amplificador pro baixo.
O amplificador do baixo... uma relíquia que estava quase dada como perdida, pertencente ao Guiga. Tinha acabado de voltar do conserto. Funcionou bem durante a passagem de som, mas recusou-se terminantemente a ligar na hora do show.
Atribuo a esse fato a responsabilidade de ter sido o ponta-pé inicial de uma apresentação que eu gostaria que não tivesse acontecido.
Pois bem, no sábado, descobrimos que a ponte do baixo do Bernardo estava empenada, o que "imprestabiliza" o instrumento. Por esse motivo, Bernardo tocou com um baixo emprestado pelo Gabriel, dos Bois de Gerião.
Pra melhorar a situação, eu estava com uma dor de garganta filha-da-puta. Tomei vitamina C suficiente prum mês, cepacaína, própolis, chazinhos dos mais variados sabores... em vão.
Por esse motivo, elaborei uma setlist que eliminava as músicas com mais punch, das quais eu não daria conta nem fodendo.
Tocamos numa segunda-feira, o "domingo" noturno de qualquer cidade que se preze. Chega o fim do dia, todo mundo quer ir pra casa descansar, ninguém pensa "ah, vou assistir o show de uma bandinha nova". Talvez numa quarta, nunca numa segunda.
Graças ao falecimento do amplificador, o baixo teve que ser conectado ao sistema P.A. , disputando espaço com minha voz e com o eventual violão.
Começamos o show com Hit the Road, Jack e Bye-Bye. Foram bastantes para que eu perceba que a maioria dos presentes (cerca de 25 pessoas) não tinha gostado nem um pouco da nossa performance. Eu tentei me aproximar do público, mas sua frieza e apatia fizeram com que todo meu ânimo voasse pela janela. Resultado: a partir daí, piloto automático.
Sem sacanagem, eu poderia parar a análise neste ponto, assim como eu tive vontade de parar o show. Se assim o tivesse feito, teria terminado a noite sem me sentir um bosta fracassado. Mas não vou parar de escrever, assim como insisti em continuar cantando.
Feliz e NDOTP, fracas. Nesse ponto, ao acabar de tocar as músicas, ficava olhando pras pessoas com cara de pidão, implorando por alguma manifestação, por alguma aceitação. Nada. Nada espontâneo, pelo menos. Os aplausos chegavam com um delay de quase 10 segundos, uma eternidade que esfregava na minha cara o fracasso daquela noite.
Prosseguindo, A Seta e o Alvo. Bela música. Não funcionou ao vivo. Não com a gente. Parecíamos uma decadente banda de churrascaria ruim. Quem quer que tenha ouvido, foi a primeira e única execução da música por esta banda.
As Rosas Não Falam foi um sopro de ânimo, mas já era tarde pra mim. O baixo-astral já tinha me contaminado de tal forma que não conseguia me entusiasmar nem um pouco. Não me baixou o santo. O santo já tinha ido pra cama - segunda-feira, sabe?, ele tem que acordar cedo na terça...
Dor e Prazer, correta. Fatos e Fatos sofreu com a minha falta de voz, soou pouco convincente. Após sua execução, fomos comunicados de que tínhamos somente mais duas músicas pra tocar. Assim, Sede e Nananana foram sumariamente cortadas da setlist, abrindo espaço pra "cereja da torta" da noite: Black.
Digo com toda a sinceridade que me cabe: sempre achei essa música um saco. Mas, sendo o Guiga um fã incondicional da trupe do Eddie Vedder, achei coerente sua escolha. Devo tê-la ouvido cerca de 100 vezes entre o sábado e a segunda-feira, até poucas horas antes do show (minha irmã pode testemunhar em meu favor).
Ainda assim, não decorei a letra da música. E isso ficou bastante evidente. Comecei esquecendo os dois últimos versos da primeira estrofe, depois fragmentos do refrão, até que sarcasticamente Black se tornou um grande branco na minha cabeça. Esse momento do show parece ter sido o único em que o público se divertiu com os Woohoos! Alguns cantavam a letra da música, outros gargalhavam. Eu me resignei a fechar os olhos e dar risada. Fazer o quê? Vesti a carapuça, pintei a minha cara, coloquei nariz vermelho e encarei o picadeiro...
Fechamos o show tocando Volta na velocidade 10, mais rápida que a bunda auto-consciente da Mulher Melancia. Atropelada. Mal tocada. Mal cantada. Horrível.
Sem sombra de dúvidas, nossa pior performance.
Ou melhor dizendo, minha pior performance.
No que volto a citar a declaração do baterista dos Kaiser Chiefs. Os Woohoos! dependem do entusiasmo do público para tocar bem.
Sendo mais específico: eu dependo do entusiasmo do público para cantar bem. E confesso que dependo muito disso. A falta de público, sua apatia, sua antipatia, tudo isso me afeta muito. Eu fico travado, paro de me mexer, esqueço a letra das músicas...
Me faltam muito mais de 20 mil léguas submarinas de experiência para encarar o palco e suas adversidades com o profissionalismo e naturalidade necessários ...
Covardia, imaturidade, chamem do que quiserem. Mas prefiro acreditar que fiascos como o da última segunda-feira se devem à falta de público.
Do contrário, terei que aceitar que eu sou um merda sem talento algum.
Pouparei meus companheiros dos meus comentários, permitindo a cada qual sua auto-crítica.
Atribuo, assim, nota à minha performance e às condições gerais da noite.
Nota: 2,0
No mais, os Deuses da Kaaba fizeram uma bela apresentação. Gosto muito de suas performances, sempre bastante seguras. São bem conscientes do som um do outro, funcionam muito bem como banda, cuidando um do outro. Criativos, talvez acabem sendo (injustamente) rotulados de "Los Hermanos do cerrado". Na verdade, são muito mais do que isso.
Demonstram domínio de seus instrumentos e grande capacidade para elaborar belas melodias. Não tem malícia pop, mas tampouco parecem estar preocupados com isso. Porém, impossível ficar impassivo diante de uma canção como A Língua do Mar, que embora não seja pop, tem muito apelo. Já está no rol das minhas favoritas.
Abração!
Bryan St. Martin
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Review Rayuela 17/11/2008
Passamos o som, tudo redondinho. Na hora de começar o show, cadê o amplificador de baixo. O maldito queimou o fusível e nos deixou na mão. Tivemos que ligar o baixo em linha saturando a voz do Bryan que ficou apagada, segundo relatos.
O Bryan e eu precisamos nos olhar com mais afinco no começo de Hit The Road Jack. É um erro pequeno que ocorreu pela segunda vez no começo da música, mas perceptível.
Algumas pessoas que andavam sumidas dos nossos shows apareceram, no entanto não (ou)viram várias músicas pois fizemos um show bem menor pelo fato de ter sido numa segunda feira. Cortamos ainda SEDE e NANANA da lista para dar tempo dos nossos amigos Deuses da Kaaba subirem ao palco.
Como eu disse antes do show, ia ser praticamente um ensaio geral. Mas até que algumas cabeças foram.
Pretendemos fechar mais um show esse ano e aí tiraremos férias de apresentações. Nesse meio tempo vamos compor e acabar (assim esperamos) de mixar e masterizar o "chinese democracy" woohoosístico entitulado "Sobre Encontros e Despedidas".
Aos que esperam por 2009 e composições novas, nos aguardem, a Woohoos! vai soar diferente aos ouvidos de todos.
Nota do show: 6,0
Abraço Forte
B.S.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
"Queen" a caminho do Brasil
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Uma banda há mais de 20 anos fez, no Rio de Janeiro, um show que entrou para a história do rock. É o Queen, que hoje está novamente a caminho do Brasil, com a dura missão de preencher o espaço deixado pela morte do cantor Freddie Mercury.
Uma lendária banda de rock - que perdeu sua voz. Uma voz lendária, que estava sem banda. Paul Rodgers, ex-Free e Bad Company, se uniu a Brian May e Roger Taylor, guitarrista e baterista do Queen. Juntos, eles encontraram de novo o prazer de tocar seus grandes sucessos.
Brian May conta que a idéia de juntar Queen mais Paul Rodgers veio no show de 50 anos da guitarra Fender Stratocaster. A química entre eles pareceu perfeita.
O que começou com uma parceria para uma música, duas músicas, acabou virando uma turnê mundial. E depois de quatro anos com três músicos dessa qualidade convivendo diariamente, a criação vira um processo natural.
Londres foi o último show na Europa antes do Queen seguir caminho para a América do Sul. O inglês diz que está surpreso de ver que ainda há muita gente que não sabe quem Paul Rodgers é. “Muitos jovens que foram hoje vão ganhar o presente de ver o cara cantar”.
Pouco antes de subir ao palco, Paul confessa que é difícil entrar em cena depois de Freddie. Mas Roger Taylor conta que Paul era um dos cantores preferidos de Freddie Mercury. Vendo a gente junto, Freddie diria "uau! eles conseguiram o Paul Rodgers!".
No show, ninguém foge da lembrança de Freddie Mercury. Em memória do amigo morto, o Queen faz shows para arrecadar dinheiro para pesquisa e tratamento de Aids.
O Queen volta ao Brasil depois de 23 anos. Momentos que eles esperam reviver no Rio e em São Paulo
Fonte: globo.com/fantastico
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Agora eu me pergunto. Terei eu dinheiro para ver Iron Maiden e Queen no ano que vem??? Iron é certeza que eu vá, se eles não abusarem do preço pro "Queen" (o que eu acho utópico) eu irei no "Queen"
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Watchmen
Ao terminar de assistir o novo trailer da versão cinematográfica de Watchmen (para os desavisados, simplesmente a melhor graphic novel de todos os tempos - Maus, vem em honroso segundo lugar) só pude esboçar uma reação:
- Caralho...
Sensacional, o trailer conta toda a história, sem revelar muito a quem não leu a graphic novel.
Usa de maneira fantástica "Take a Bow", do Muse, como trilha sonora. Depois da aplicação de "The Beggining is the End is the Beggining" no primeiro trailer (versão sombria de " The End is the Begginning is the End", dos Smashing Pumpkins, da trilha sonora do horrendo Batman e Robin) achava difícil superar a escolha musical. Eis que eu estava completamente errado.
É isso. A overdose de superlativos revela que mal posso conter minha ansiedade para testemunhar a obra-prima de Alan Moore e Dave Gibbons "transferida" para as telas do cinema.
Para os que ficaram curiosos, seguem os links.
Resoluções:
480p: http://playlist.yahoo.com/makeplaylist.dll?sid=75031206&sdm=web&pt=rd
720p: http://playlist.yahoo.com/makeplaylist.dll?sid=75031207&sdm=web&pt=rd
1080p: http://playlist.yahoo.com/makeplaylist.dll?sid=75031208&sdm=web&pt=rd
Abração!
Bryan St. Martin
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Rayuela - 17 de Novembro - Woohoos! e Deuses da Kaaba - O retorno
Acabo de receber resposta ao convite que fiz aos nossos camaradas da Deuses da Kaaba.
Sim, os mesmos aos quais fiz elogios dias atrás.
Eles tocarão conosco no show do próximo dia 17 de Novembro, segundona malvada e cruel.
Então é isso:
Woohoos! e Deuses da Kaaba - Rayuela - 17/11 - 21h - Ingresso: R$10,00
Levem a grana pro ingresso em dinheiro, visto que o Rayuela não aceita que o pagamento seja feito por meio de cartão de crédito ou débito. Outros métodos tampouco aceitos: vale-transporte, vale-alimentação, cheque próprio, de terceiros ou de outras praças, nota promissória, fiado, favores sexuais, lavagem de louça, etc.
Mas bebidinhas e comidinhas podem ser pagas por (quase)todos os métodos acima mencionados.
Não tendo mais nada a tratar, encerro esta entrada no blog, antes convocando todos os assíduos leitores deste bufão "cantador" de histórias para o evento alardeado.
Abração!
Bryan St. Martin
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Show no Rayuela - 17 de Novembro
Fui voto vencido. Nada de Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Vinícius de Moraes...
Em princípio, entraram Paulinho Moska (A Seta e o Alvo) e Pearl Jam (Black).
Boas músicas.
Venham conferir na próxima segunda-feira, dia 17 de novembro, no Rayuela (412 Sul), por volta das 21h.
Alguns dirão: segunda-feira??? Ao que respondo: pois é, foi mal...
Mas aí vai o incentivo: após terminar o primeiro dia da semana já com nhaca do trabalho, venha recarregar as energias com os Woohoos! ...
Foi fraca essa.
Mas bem intencionada.
Enfim, se não estiver fazendo nada, com alguma disposição e dez reais sobrando no bolso, venha assistir os Woohoos! no Rayuela, 412 Sul, no dia 17 de novembro, às 21h.
Abração!
Bryan St. Martin.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Pensando em covers...
A insistência para que façamos covers tem tirado meu sono.
"Covers de quem???", pergunta o Bryanzinho interior.
Ambos meu anjo da guarda e meu diabo da guarda (!) respondem, gritando em consenso: "cover é o caralho!!!".
Meu orixá mostra-se um tanto indeciso quanto à questão.
Eis que, no alto do livre arbítrio que me foi presenteado pelo Criador, respondo:
Sim, faremos covers.
??????????????????
Pois é, mas não pensem que me dobrei diante da vontade da opressora maioria.
Como porta-voz da atrevida minoria, atesto que faremos covers sim senhor, mas que estas serão feitas nos termos destes ordinários Woohoos! que, na verdade, só querem ser ouvidos.
Assim, anuncio que tenho pensado nas covers que executaremos, temendo, porém, que estas não virão a interferir em nada no atual status da nossa popularidade.
Como prometi, não serão óbvias as escolhas.
Não atenderão ao grande público, embora por ele nutramos paixão (por ora) platônica.
Não prestarão homenagens aos freqüentadores das Dez Mais de rádio alguma, embora desejemos ardorosamente sermos, nós mesmos, habitués dessas paradas de sucesso.
Assim como não foi óbvia a escolha de Cartola e Ray Charles, com as magníficas As Rosas Não Falam e Hit The Road, Jack , não me parecem óbvias as seguintes escolhas:
- Beija Eu, Marisa Monte
- Mentiras, Adriana Calcanhoto
E, minha preferida,
- O Canto de Ossanha, Vinícius de Moraes
Bem, por ora, só consegui pensar nessas...
Abração!
Bryan St. Martin
Mais um show em Novembro!!!

Sempre lembrando que quando chegar mais perto eu posto de novo pra ninguém esquecer.
Abraço Forte
B.S.
domingo, 2 de novembro de 2008
Deuses da Kaaba
Parabenizo nossos amigos da Deuses da Kaaba, que levaram o troféu no GaloisFest deste sábado, 01/11.
Banda criativa e carismática, mereceu o reconhecimento.
Não é preciso recomendá-la, mas em todo caso:
Ouçam Deuses da Kaaba!!!!!
Abração!
Bryan St. Martin
Review - 4º Show - Colégio GALOIS - 01 de Novembro - Projeto Escola Show
Mais um show nesse final de semana. Na minha visão, show espetacular. O público era diferente do que estávamos costumados a ver. Eram rostos desconhecidos. Várias pessoas ouviram, conheceram e gostaram de Woohoos!
Um show com direito à mosh e a galera gritando e dançando na frente do palco. (Pediram até pro Bryan pular no mosh, mas ele não quis..hehehehe...tudo bem. Temos que preservar a saúde dos integrantes da Woohoos!)
Novamente nossa versão de "As Rosas Não Falam" fez sucesso. Ouvi um "Salve Cartola" lá no fundo do ginásio.
Tudo isso pelo Projeto Escola Show, do Márcio Pinheiro, que nos convidou a finalizar o evento da Mini Onu.
Nota 7,5
Abraço Forte
B.S.
4º Show - Encerramento do Simulois - Galois - 01/11/08
Segue a análise do quarto show da banda. Algo extensa e melodramática, mas peço que leiam na íntegra.
Evento: Encerramento do Simulois (Escola-Show)
Local: Colégio Galois 902 Sul
Horário: 22:30h
Setlist:
Hit The Road, Jack (Ray Charles)
Bye Bye
Volta
Nananana
Não Deixe o Tempo Passar
As Rosas Não Falam (Cartola)
Feliz
Sobre Encontros e Despedidas
Toda História Chega Ao seu Fim (bis)
Análise:
Guardo sentimentos muito dúbios e conflitantes a respeito deste show, nossa primeira participação no Projeto Escola Show.
O local: ginásio esportivo do Colégio Galois. Encerraríamos o Simulois, que pelo que pude entender, é uma iniciativa da Unesco para que os estudantes passem a desenvolver consciência política, "simulando" a ONU. Contava com uma mini feira dos povos, com quitutes variados que visavam representar os países "simulados".
Nosso papel: encerrar o evento.
Recebemos o convite do Márcio Pinheiro na última quinta-feira, antes do show do Rayuela. Topamos na hora, lógico. Por alguns momentos, chegamos a acreditar que tocaríamos no GaloisFest, festival do Colégio Galois marcado para a mesma noite de sábado, que contaria com nomes já em destaque da cena musical de Brasília.
Bem, não foi o caso, obviamente.
Enfim, aos fatos.
Passamos o som às 17h e contamos com uma estrutura de som e palco excelentes. Profissionais atentos e eficientes tomaram conta do serviço, bem executado. Eu estava agitado, pois dali a uma hora teria que buscar meus pais no aeroporto. Mas eles perderam o vôo, o que permitiu que trabalhássemos com tranqüilidade.
Durante a passagem de som, a fonte dos pedais de efeito do Guiga queimou. Como o Sapo tinha que pegar sua mãe no Pipa Bar, fomos apenas eu, o Bernardo e o Guiga ao Shopping Pátio Brasil para comprar uma nova fonte. Para tanto, usamos o "troquinho" que faturamos no Rayuela.
21:30h, pontualmente, chegamos ao Galois. Circulamos um pouco, afinamos os instrumentos e, finalmente, por volta de 22:30h, começamos a tocar.
Tocamos essencialmente para rostos conhecidos, já que a enorme maioria dos participantes do evento que ainda restavam no recinto:
(1) tinham vontade de ir embora
(2) arrumavam suas coisas para ir embora
(3) estavam indo embora
(4) mostravam indiferença
Com certa tristeza, pude assistir às manifestações de tédio de alguns espectadores durante o show. Mas o que não mata, fortalece, certo?
Começamos com Hit The Road, Jack, seguida de Bye Bye. Alguns deslizes na nossa execução, mas OK. Seguimos com Volta e Nananana, bem executadas. Algumas pessoas dançavam e pareciam gostar das músicas.
NDOTP e As Rosas Não Falam contaram com a maldição do cabo do violão, que eu pisei diversas vezes, desconectando-o idem vezes. Nesse ponto, enquanto algumas pessoas se divertiam conversando entre si, inesperadamente, outras se aproximaram e formaram um grupinho à frente do palco.
Seguimos com Feliz, bacana, e Sobre Encontros e Despedidas, idem. Antes de SEED, o grupo à frente do palco insistia para que saltasse do palco, moshpit style. Me recusei, temendo ser vítima de uma brincadeira de mau gosto. Sinceramente, não acho que estava errado. O senso de auto-preservação falou mais alto.
O público pediu bis, tocamos THCASF. Fim de show, foto pra posteridade, viola no saco, fim.
No geral, a banda se mostrou mais segura e segurou a onda de tocar prum ginásio vazio. Sapo esteve irretocável, Guiga idem. Bernardo estava muito contido e meio inseguro no começo do show, mas acabou se encontrando.
Quanto a mim, tentei me movimentar bastante pelo grande palco, explorando novas possibilidades performáticas com o uso do pedestal do microfone. De fato, a cada show, fico mais confiante, com mais vontade de tentar coisas novas no palco, de testar a reação do público. Misteriosamente, minha boca estava incrívelmente seca, o que me fez beber, com facilidade, cerca de quatro litros d'água entre as 17h e o horário do término do show. Essa condição não atrapalhou minha performance vocal, felizmente. Minha insistência em pisar no cabo do violão precisa ser consertada. Num próximo show, isso será imperdoável.
Ainda não consigo me "conectar" eficientemente com o público. Refletindo e repassando o show na minha cabeça, sei que poderia ter aproximado melhor a banda das pessoas presentes. Falha grave, fruto da pouca experiência. Isso não acontecerá novamente.
Usei o mesmo figurino da quinta-feira e confesso que me senti meio ridículo, meio tiozão. O look que funcionou na quinta foi um desastre no sábado. Acho que transmitiu a idéia errada. Talvez esteja sendo muito auto-crítico. Posso estar enganado...
De toda forma, atentei ao óbvio: cada show é um show, sendo fundamental ter consciência do público. O que funciona num show pode não funcionar noutro, e vice-versa. O repertório precisa atender e apelar ao público presente; postura e imagem, idem.
Conclusão:
Ao passo que fiquei contente com a oportunidade de tocar nesse evento e com a possibilidade de mostrar nossas músicas a um público novo, me decepcionei com a pouca receptividade dos presentes e com o número de espectadores: pelos meus cálculos, flutuantemente, umas 50/60 pessoas, restando, ao fim do show, cerca de 30 pessoas. Descontadas as pessoas queridas que nos apóiam e estão sempre presentes, umas 15 pessoas ficaram até o fim, seja porque gostaram, seja porque suas mães ainda não tinham chegado para buscá-las. Independentemente de seus motivos, pareciam estar se divertindo.
Ironias à parte, continuo acreditando que estamos no caminho certo. Ganhando experiência, aprendendo a ser profissionais. Continuo irredutível quanto à nossa postura diante de covers: não somos uma banda de baile. Temos nosso trabalho autoral e devemos lutar para que este chegue ao ouvido da maior quantidade de pessoas possível.
Se tocarmos covers, que sejam inusitadas, coerentes à nossa bagagem, ao nosso estilo e proposta. É evidente que precisamos incorporá-los, mas nos nossos termos. Tenho muito orgulho de nossas músicas e das versões que fizemos de Hit The Road, Jack e As Rosas Não Falam. Aliás, esta música rendeu o único elogio espontâneo que ouvi após este show. Sendo inevitável tocar as músicas dos outros, que elas tenham a nossa cara, e sejam executadas à nossa maneira. Não acho que esteja errado por pensar assim.
Enfim, mesmo contando com um bela estrutura, tivemos pouco público. Mais pessoas ouviram nossas músicas, mas não estou certo se de fato as alcançamos. E apesar do tédio e indiferença de alguns, acho que atingimos nossos objetivos com esse show: estrear no Projeto Escola-Show e ganhar mais experiência de palco. De sobra, tivemos uma aula de como lidar com a rejeição e apatia do público.
Nota: 4,0
Agradecimentos especiais às compreensivas namoradas Woohoos! (Alice, Lívia e Polly, amamos muito vocês!), ao Buza (fiel escudeiro), à Lud (ruiva fã de carteirinha) e ao Marcelo (irmão do Guiga e aliciador de novas audiências). Sem sacanagem, é do apoio de vocês que depende a nossa coragem pra continuar seguindo em frente. Obrigado de coração.
Abração!
Bryan St. Martin
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Curto Review - Rayuella - 30 de Outubro
Aproveitando a oportunidade, nosso quarto show será amanhã, sábado, 01/11, no colégio GALOIS pelo projeto ESCOLA SHOW. 22h. De graça. Compareçam!!!
O Bryan falou muita coisa que eu iria falar. Então farei um curto review.
O show de ontem foi o mais show, por assim dizer. Foi, de fato, o primeiro SHOW da Woohoos! Com passagem de som e 1 hora inteira dedicada praticamente às nossas músicas. Execução com pouquíssimas falhas. Mas quem não erra não é mesmo?
Estamos com um bom entrosamento. Nos falta um pouco de "loucura" em cima do palco. Sempre digo que quando você está lá em cima, trabalhando, tocando, você precisa esquecer um pouco o mundo e despirocar. Mas creio que isso venha com o tempo de estrada e segurança na execução. A gente vai se soltando. Mas foi bom. Como o Bryan mesmo disse e várias pessoas salientaram, ele está mais solto e mais interativo com o público. Isso é bem interessante e importante prum front-man. Não deixou a desejar. Não ficou rouco e apesar de ter pisado no cabo do violão, hehehehe, mostrou que tem muita voz em Sobre Encontros e Despedidas.
Bernardo como sempre firme. Com seu charme e groove apurados. Pôde sentir pela primeira vez como é tocar "A" música com a presença da namorada.
Guiga mostrou-se firme também na guitarra. Com sua presença de palco inconfundível. Cantando alguns refrões de olhos fechados e alucinando. Bela apresentação.
Eu fui bem também. Na execução das baterias nenhum erro. Os que existiram foram quase imperceptíveis até pra mim. Não quebrei e não deixei voar baquetas .Inseguro um pouco ainda nos backing vocals. Mas cantar sem se ouvir é uma merda. Há alguns anos venho dizendo isso. Hahahahaha! Mas tudo melhora com o tempo. Ninguém nasce sabendo tudo.
Show bom. Público bacana. Excelente receptividade de As Rosas Não Falam, que valeu um grito emocionado do pai do Bernardo lá no fundo. (sim sim, eu ouvi....). Minha mãe também elogiou a versão que fizemos dessa obra de Cartola.
Em resumo:
Nota: 7,43 (minha nota seria 7. Mas sempre dou notas acima do Bryan só pra pentelhá-lo....
=DDD
Abraços a todos que tiveram lá. Quem não esteve, aguarde. Mais shows em breve.
E relembrando, amanhã, no GALOIS, às 22h, tem Woohoos! de graça pelo Projeto Escolha Show. Compareçam!!!! Vamos fazer a festa....
Abraço forte
B.S.
3º Show - Rayuela - 30 de Outubro de 2008
Segue um "breve" review de nossa terceira apresentação.
Evento: Brasília Independente - Woohoos! e Deuses da Kaaba
Local: Bistrô Rayuela
Horário: 22h
Data: 30/10/2008
Setlist:
-Toda História Chega Ao Seu Fim
-A Valsa
-Feliz
-Não Deixe o Tempo Passar
-Nananana
-Sede
-As Rosas Não Falam (Cartola)
-Dor e Prazer
-Fatos e Fatos
-Hit The Road, Jack (Ray Charles)
-Bye-Bye
-Volta
-Sobre Encontros e Despedidas
Review:
Show bacana. O local, no subsolo do Rayuela, é pequeno mas permite shows bem intimistas. Climão de pub inglês, bem legal.
Público de pouco mais de 30 pessoas (lotação máxima permitida no local: 50 pessoas), energia muito boa. Muitos rostos conhecidos na platéia.
Finalmente pudemos fazer a passagem do som antes de um show. Quanta diferença! Realmente, fazer apresentações às escuras interfere, e muito, no desempenho da banda.
Começamos um pouco antes das 22h. Dedicamos o show ao Dado Dolabella e tocamos THCASF.
Seguimos com A Valsa, onde enfrentamos um breve problema com a afinação do baixo, rapidamente contornado. Feliz, OK.
NDOTP enfrentou problemas. Pisei no cabo do violão no começo da música, desconectando-o. Problema resolvido antes do refrão, porém com comprometimento da execução da música, visto que parei de cantar por breves instantes para fazer a reconexão. Mas tudo bem, acontece.
Nananana rolou bacana, mas precisa de ajustes nos backing vocals. Sede funcionou muito bem.
Seguimos com a cover de As Rosas Não Falam, do Cartola. Catártica. Toquei essa música de corpo e alma. Foi gostoso executá-la ao vivo, e a receptividade foi muito positiva. O trabalho nessa música abre precedentes para linhas a serem seguidas nas novas composições.
Dor e Prazer, OK. Fatos e Fatos, idem. Após a seção "deprimente" do show, fôlego para as últimas músicas. Outra cover, Hit the Road, Jack, do mestre Ray Charles. Executada para anteceder Bye-Bye, casamento perfeito. Volta estreou sua nova versão, agora com backing vocals. E o triste e enérgico fim, com Sobre Encontros e Despedidas.
13 músicas em 60 minutos. Nada mal. Tínhamos duas horas para serem divididas entre duas bandas e cumprimos nossa parte. Execuções enxutas. Se elaborarmos um pouco a apresentação das músicas ao vivo, chegaremos facilmente a 1h30min de show. Mas, por ora, deixemos que as músicas sejam conhecidas como elas são...
Overview das performances individuais:
Sapo dominou com força, destreza e maestria sua bateria, Jaqueline. Porém, mostrou-se um pouco inseguro nos backing vocals.
Bernardo (e seu indefectível chapéu) comandou nosso groove, seguro como sempre. Me pareceu um pouco contido desta vez, talvez em razão da presença de familiares na platéia.
Guiga exibiu uma bela performance, administrou bem a troca constante de guitarras e mostrou solidez na execução das músicas. Ainda fez backing vocals, contidos.
Na parte que me toca, Bryan, acho que estou aprendendo a fazer shows. Ainda não domino o palco como deveria, mas sinto que minha evolução é constante e perceptível. Comecei a interagir com o público(!), importante passo para que me torne um frontman decente. Estou mais solto. Mas preciso aprender a preencher as lacunas e silêncios que ocorrem entre as músicas.
Ainda sinto muita insegurança para me movimentar no palco. Questões como "o que eu devo fazer enquanto o Guiga faz um solo?" permanecem sem resposta. Mas quando me "baixa o santo", tudo corre com fluidez. Gostei de como me senti enquanto tocávamos As Rosas Não Falam...
Preciso ficar mais atento aos imprevistos, como quando o cabo do violão se soltou em NDOTP. É preciso ter sempre um plano b para essas situações.
A execução do meu instrumento, minha voz, me pareceu satisfatória. Dieta adequada e hidratação constante, fora muito estudo e ensaios, realmente ajudam a manter a voz "no ponto". Não perdi a voz, tampouco sofri para executar canção alguma. Condicionamento vocal, será?
De toda forma, não mascar chicletes durante o show e beber água sempre que possível trouxe resultado positivo. E por mais óbvio que isso pareça, como já dizia o filósofo Jaegger, "old habits die hard".
Demonstração de dedicação ou caso crônico de sudorese excessiva? Em todo caso, suei em bicas, empapando completamente a camisa que estava vestindo, pra variar. (lembrete: levar DUAS toalhas para o próximo show)
Nota curiosa:
Tinha vestido outra roupa para fazer o show, uma camiseta branca de algodão com um aplique vermelho aveludado no peito. Porém, quando fui cortar o cabelo, pouco antes do show, acabei sentando numa toalha suja de tinta de cabelo. Resultado: camiseta manchada, aspecto feio pra caralho. Agravante: eu não tinha mais tempo para ir em casa e trocar de roupa. Por sorte, encontrei uma loja ainda aberta, onde comprei a camisa branca e gravata azul que usei no show, que me garantiram o figurino pós-escritório-moderninho-desleixado.
Conclusão:
Belo show, performance sólida da banda. Poucas falhas na execução das músicas, backing vocals ainda inseguros. Melhoramos bastante em relação à apresentação anterior. Público receptivo, ambiente e sistema de som satisfatórios. Muito a aprimorar, mas estamos no rumo certo. No geral, saldo acima da média.
Nota: 7,0
ps: Parabéns aos nossos companheiros de noite, Deuses da Kaaba. Muito superiores ao vivo do que em seus registros fonográficos, esbanjam carisma, técnica e criatividade. Recomendo a todos!
Abração!
Bryan St. Martin.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Não sabia o sabiá
Segue um texto que estava desenvolvendo nos últimos dias.
Não sabia o sabiá
A água fria que caía daquela ducha o acordou. Tentava lembrar do que tinha acontecido na semana anterior. Sem sucesso. Quando a água passou de fria a morna, ele soube que protelava o fim do banho. Banho frio, penitência. Por quê está se punindo? O que fez de errado?
Quem dera soubesse. Quem dera lembrasse. Mas o sentimento persiste. A água morna deixa seus dedos enrugados.
Se seca, se olha no espelho. Escova os dentes com o creme dental que promete doze horas de proteção contra doenças bucais. Passa o desodorante que atrai mulheres. Veste a calça jeans centenária, a camiseta nova e cuidadosamente puída. Prepara um sanduíche passando a verdadeira maionese por duas fatias do pão dos sete garotos, recheada do presunto sadio.
Saudável, saudoso, sinuoso, tenta resgatar as memórias que guardam o segredo daquela falsa penúria. A penúria do pobre de espírito. Daquele que água alguma mata a sede. Do contente descontente. O que aconteceu, afinal?
No final, tudo irrelevante. Ele entra em seu carro, dirige irresponsavelmente pelas ruas demasiadamente lentas, como quem sente que o tempo é curto, como quem omite, ou mente a si próprio quanto a própria imprópria mortalidade.
A juventude é infinita aos olhos de quem ainda não envelheceu. E dolorosamente curta aos olhos de quem já passou. Ou passa, passado, passando.
Lembrou. Semana passada, se deu conta de que o tempo, passando, já deixa marcas, fecha portas, e as escolhas, tantas escolhas, agora são poucas, tão poucas que a água fria não serve de punição, mas de consolo. O gelado consolo de manhãs tristes, de dias que seguem, sem rumo, sem destino. Passando, passado.
Abração!
Bryan St. Martin
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Cinza
Não tive muito a dizer nos últimos tempos. Quiçá seja a crise financeira mundial, cuja nhaca esteja me afetando.
Enfim, melhor ficar calado a falar besteiras, certo?
Bem, ando meio pessimista/otimista ultimamente.
Minha alma atormentada por antagonismos anda em polvorosa.
Bem/Mal.
Certo/Errado.
Branco/Preto.
Começo a acreditar que a vida é bem mais complexa do que esse rasteiro pensamento maniqueísta.
Sou bom.
Sou mau.
Sou quem sou.
Cinza.
Afinal, seriam a luz e a escuridão valores imutáveis?
Não possuiríam uma intrínseca amálgama?
Não seriam a mesma coisa?
A mesma coisa cinza?
Abração!
Bryan St. Martin
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Notícias Sortidas
Eis algumas notícias fresquinhas:
-Nada de Woohoos! no GaloisFest, não passamos pelo crivo da comissão julgadora
-Emagreci dois quilos
-Meus níveis de ácido úrico e colesterol estão muito altos
Menos um porta na cara. Já é hora que elas comecem a se abrir pra gente.
Abração!
Bryan St. Martin
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Zzzzzzzzzz.....
Cá estou, insone por conta da dor que não me permite dormir.
Estou cansado, mal consigo manter os olhos abertos, mas não consigo dormir.
Estou ouvindo passos. Estou ouvindo vozes.
Alucinações, provavelmente. Resultado da privação do sono, quase 48h sem dormir.
Me sinto sozinho.
Vocês já se sentiram sozinhos?
(vontade de beber um suquinho de abacaxi)
A madrugada é tão silenciosa...
Tédio, cansaço.
Quero, preciso, mas não consigo dormir.
Repouso.
Repouso..
Repouso...
Repouso....
Repouso.....
Repouso......
Repouso........
Repouso.........
Repouso..........
Repouso...........
Repouso............
Repouso.............
Repouso..............
Repouso...............
Repouso................
Repouso.................
Quero um abraço.
Quero um beijo.
Quero sentir, quero fazer sentir.
(abacaxi)
Lisérgico isso.
Não fará nenhum sentido amanhã.
Salvador Dalí.
Colher de prata.
Abacaxi.
Um beijo.
Teu beijo.
Tua nuca.
Tua boca.
Desejo.
Agora.
Só se for agora.
Te espero lá fora.
(abacaxi ou limão)
Limão eu tenho.
Fazer limonada.
Sem açúcar.
Sem beijo.
Sem queijo.
Sem você.
Amanhã?
Hoje?
Ainda?
Patético isso.
Não fará nenhum sentido pela manhã.
Bryan St. Martin.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Diário de um futuro ex-gordinho
A partir de hoje, passarei a descrever minha jornada de retorno ao mundo dos magros.
Decidi de uma vez por todas que quero me encaixar somente em um grupo de minorias, "asiáticos, descendentes e afins".
Não quero mais participar do grupo dos "gordos". Ou dos "que-podem-desenvolver-doenças-coronárias-circulatórias-hepáticas-diabetes-etc-etc-etc".
Finalmente ouvi as diretas/indiretas das pessoas que me querem bem. E as diretas/indiretas das pessoas que me querem mal também.
Estou procurando ajuda.
Já visitei um médico. Bom médico, por sinal. Fiz exames. Marquei consulta com uma nutricionista. Voltarei a fazer exercícios físicos com regularidade.
Por conta própria, na semana passada comecei a fazer dieta, a trigéssima dos últimos seis anos.
Mas estou focado agora.
Devo perder os cinqüenta quilos que engordei e recuperar minha saúde e forma física.
Ou morrerei em breve. Simples assim.
Os dados chocantes:
-Idade: 26
-Altura: 1,75
-Peso: 126 (!!!!!)
Obesidade mórbida, meus caros.
Em razão do meu perfil endo-mesomórfico, o peso fica bem distribuido por todo meu ser, mas o acúmulo abdominal é inevitável, o que hoje me torna mais um número dessa assombrosa epidemia que assola um mundo cada vez mais gordo e doente.
Fui pesado na última sexta-feira. A partir de agora, me pesarei todo domingo, registrando os resultados, bem como minha rotina de treinamentos, minha dieta, remédios e afins.
Tudo documentado pra posteridade.
Gordura é um tabu.
É público e notório que os gordos são alvo de preconceito. Tachados de preguiçosos, incompetentes e desleixados, são inferiorizados, marginalizados, alvo de piadinhas...
Na verdade, são pessoas doentes que precisam de tratamento.
Eu estou doente. Eu estou em tratamento.
Com esta iniciativa, pretendo ajudar todos aqueles que ainda não se deram conta disso.
Abração!
Bryan St. Martin
Pedras no sapato... ou nos rins?
Digito esta entrada do blog diretamente da minha caminha confortável, enquanto me contorço de dor.
"O que aconteceu?", perguntaria alguém interessado.
Cálculo renal, minha pronta resposta.
Tenho 4 pedrinhas prontinhas pra sair a qualquer momento.
Uma no rim direito, três no esquerdo.
Passei bem mal ontem pela noite, o que me fez passar pelo "drive thru" de um hospital das redondezas.
Não pude ir ao trabalho hoje, tampouco poderei trabalhar amanhã. Enquanto digito esta mensagem, leio os noticiários nacionais tentando achar algo nacionalmente relevante para que meu chefe possa discursar amanhã.
Cara muito legal.
Espero que chegue a presidente um dia.
Se o país enxergar além da "raça", finalmente terá alguém competente no comando.
Ahhhhh, vocês acham que somente afro-descendentes sofrem preconceito racial?
Falo do alto da minha miscigenada experiência de vida que asiáticos sofrem bastante com o racismo. "Japa", "china" e alcunhas afins guardam em si grande similaridade com "preto" e "crioulo". Sob meu ponto de vista, artifícios que o homem branco usa para subjugar as demais etnias (também sofremos preconceito por parte do homem negro, mas ignoro isso em nome da camaradagem entre minorias).
Asiáticos sempre são retratados como CDFs, verdureiros, eletricistas, tintureiros ou, na maioria dos casos recentes, como mafiosos. Quando retratados em posições de prestígio, quase sempre possuem algum "desvio" sexual (tarados, pedófilos, etc, etc, etc...).
"Japoneses são inteligentes, são bons com dinheiro, são trabalhadores... "mas" tem o pau pequeno".
Sempre há um "mas" desqualificatório.
Quantos asiáticos estão em evidência nos grandes meios de comunicação de massa?
Sabrina Sato? Daniele Suzuki? O camaradinha oriental de Malhação?
São poucos.
Muito poucos.
Espero ser o próximo a integrar tão distinta "elite".
Pra "amarelar" um pouco mais o cenário.
Abração!
Bryan St. Martin
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Frases que mudaram o curso das civilizações...
" Um brinde ao álcool. A solução e a causa de todos os problemas da vida" (Homer J. Simpson)
Em tempo, deixo aqui uma dúvida que surgiu hoje quando vi a apresentação do Simpsons. Todos sabem que os diversos Simpsons saem correndo do trabalho, da escola, do supermercado e vão pra casa desesperados. Entram na casa e saem correndo pra garantir seu lugar no sofá pra ver Simpsons. Isso seria metalinguísitica???
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Diretamente do nosso último ensaio...
A gente riu demais esse dia. As principais pérolas estão no vídeo abaixo.
Fizemos também uma Jam Session pra aquecer os músculos enquanto o Bryan arrumava os notebooks pra filmar tudo direitinho:
Abraço forte!!!
B.S.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Review VMB 2008
Vamos ao review:
O VMB desse ano veio pra provar que MTV tem melhorado bastante na organização de seus eventos. Calma gente, nos eventos. Ainda acho que eles pecam bastante na programação da TV.
Com a proposta de ser mais interativo, a platéia teve a oportunidade de escolher o que aconteceria em algumas partes da premiação, como quem seria imitado por Marcelo Adnet e o que Marcos Mion faria em seguida. A cada final de bloco, Adnet contava, em forma de música, o que havia acontecido no segmento anterior, na voz de gente como Sílvio Santos, Chorão , Cid Moreira e Dinho Ouro Preto.
Marcos Mion, por sua vez, foi obrigado pelo público a tirar a roupa. Terminou ao lado de seu sósia, "Mionzinho", inteiramente nu, exceto por um elefante de pelúcia sobre a genitália.
Outra escolha interessante do público foi a "Banda dos Sonhos", em que foram selecionados músicos de diversas procedências para formar uma banda na hora e tocar de improviso. Os escolhidos deste ano foram o baixista e o baterista dos Paralamas, Bi Ribeiro e João Barone, o guitarrista Chimbinha, da banda Calipso e, no vocal, Marcelo D2. O inusitado conjunto conseguiu encontrar um ponto comum no reggae e realizou uma jam session bem sucedida. NOTA 6,0. Se fosse considerar só a cozinha da banda dos sonhos, nota 9,0.
Algumas premiações previsíveis (comentarei mais pra frente) e muitas coisas inusitadas.
A banda do Júnior (sim sim, o irmão da Sandy) batizada NOVE MIL ANJOS tocou também. Creio que eles não tenham feito playback, mas não coloco minha mão no fogo. Não gostei muito da música que ouvi ("Chuva Agora", se não me engano) mas o baixista (Champignon, ex-Charlie Brown) manda demais. Puta merda!!! Ainda na banda temos: Peu Sousa (ex-Pitty) na guitarra e Perí, no vocal. PS para o corte de cabelo do Júnior. Ele agora é o Travis (ex-blink-182) em versão menor. Ah sim, o Júnior é o baterista, só pra constar. NOTA 5,5 pra passar de ano.
Mas entre os shows do VMB quem roubou a cena foi o BONDE DO ROLÊ. Show anunciado pelo trio de mulheres-fruta Daiane Cristina, a “jaca”, Ellen Cardoso, a “moranguinho”, e Renata Frisson, a “melão” (cara que peitos enormes da "melão"). Os funkeiros fizeram uma apresentação debochada ao lado de go go boys fortões. Foi muito engraçado. Esse também, assim como Ben Harper, não foi playback. NOTA 6,5.
Não vou comentar o show do Marcelo D2. O cara apareceu completamente louco e alucinado no palco. E sim, o dele foi playback. NOTA 0 (ZERO!!!)
Rolou também ao vivo Pitty e Cascadura, que prestaram uma homenagem à banda ÚTEROS EM FúRIA. Casacadura é até legal, tenho um cd dos caras. Rolou por último Fresno e Chitãozinho e Xororó, cantando "Evidências". Uma mistureba da porra. Esses dois foram bons. NOTA 7,0
Sem mais delongas, vamos às premiações e logo em seguida comentários sobre as mesmas:
Artista do Ano
NXZero - Arsenal/Universal
Artista Internacional do Ano
Paramore - Warner
Banda/Artista Revelação
Strike - Deckdisc
Aposta MTV
Garotas Suecas - Independente
Hit do Ano
NXZero - “Pela Última Vez ” - Arsenal/Universal
Melhor Show
Pitty - Deckdisc
Clipe do Ano
NXZero - “Pela Última Vez” - Diretores: Fabrizio Martinelli/Paulinho Caruso - Arsenal/Universal
Webhit
“Dança Do Quadrado”
Vc Fez
Fábio Vianna - “Uma Música”
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Os dois nomes mais indicados, Mallu Magalhães (uma verdadeira cocotinha de 16 anos) e Cachorro Grande voltaram para casa de mãos abanando.
Entre as premiações também foi prestada uma homenagem ao guitarrista do Sepultura, Andréas Kisser, que agradeceu com um solo ao vivo aos depoimentos em vídeo de artistas tão díspares quanto Roger Moreira do Ultrage a Rigor e a banda alemã de hard rock Scorpions, todos exaltando suas qualidades como músico.
Poisé como visto, entre as categorias mais importantes, as únicas que não ficaram nas mãos do NX Zero foram a de "Show do Ano", conquistada por Pitty e "Artista Internacional", que ficou com a banda de pop-punk norte-americana Paramore.
O NxZero é tão bom assim ou eles apenas têm apelo de público atualmente??? Os caras levam tudo há 2 anos!!!
Bom, é isso. Espero que vocês tenham tido paciência de ler tudo isso.
Preparem-se para votar na Woohoos! no VMB 2009.
Abraço forte
B.S.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
MTV news
O que será que vamos ter de surpresas nas premiações?!?!?!
Se eu assistir vai ser pelo show do Ben Harper!! A única coisa boa, pelo menos do que vi, que vai rolar!!!
Stay out of drugs!
Keep the good work!
Be safe!
Abraço forte
B.S.
O "Evangelho" por Bryan St. Martin
Nosso querido baterista anda meio chocho.
Com a fé abalada.
Na Igreja de St. Martin, suas angústias encontram alento, meu filho!
Algumas palavras de consolo:
Não conseguimos.
Ainda.
Colocamos o carro na frente dos bois?
Não.
Fizemos escolhas ruins?
Sim.
Devemos nos arrepender ou desistir?
Jamais.
Nosso primeiro disco ficará pronto depois de 1 ano e meio. Mas descarto completamente a hipótese de considerá-lo um erro ou um carro na frente dos bois.
Nosso site, idem.
Nesse último ano aprendemos muito e, arrisco, mais do que qualquer outra banda.
É o tipo de conhecimento, de cancha, que só se conquista sangrando.
E como já sangramos...
Mas estamos consolidando nossa base.
Nossos investimentos ainda não deram frutos?
Não, mas darão.
Pouquíssimos shows, pouquíssima repercussão, nenhum dinheiro entrando. Mas estamos trabalhando.
Cada show deve ser com se fosse o último, como se nossas vidas dependessem daquilo. Porque, de fato, dependem. Eu já entendi isso, e prometo um show histórico para o próximo dia 30.
Poderíamos ter mais shows se topássemos tocar pelas manhãs cedo, se tivéssemos um set acústico ensaiado, se topássemos viagens para outras cidades, etc.
Lamentavelmente, dependemos dos nossos "day jobs" para custear nosso trabalho musical. E dois de nós ainda estão na "escola".
Certamente, tão logo as "balanças comerciais" se mostrem mais tendenciosas ao mercado musical, enfrentaremos outra discussão.
Quem vai? Quem fica?
Terão os demais melhores contatos?
Com certeza.
Mas nós mesmos não estamos utilizando os poucos que temos.
Sempre fui da filosofia de que "quem tem mais deve ajudar mais".
Seguindo-a, custeei uma grande parte do nosso trabalho.
Sigo fiel à mesma filosofia. Quem tem mais (seja quem for, seja o que for), deve ajudar mais.
Alguém discorda?
Empecilhos surgem e sempre surgirão.
E espero que continuem surgindo.
Só assim cresceremos.
Quando chegaremos lá? Por quanto tempo ficaremos lá?
Qual é o sentido da vida? Quais os mistérios do Universo?
Como acaba Lost?
6 meses? 1 ano? 10 anos?
Perguntas (ainda) sem resposta.
Mas afirmo:
Em breve teremos as respostas, se estivermos dispostos a continuar trabalhando e enfrentando todos os obstáculos à nossa frente.
Trilhando nosso próprio caminho.
Sem desânimo.
Sempre em frente.
Passo a passo.
Uma base sólida é sempre o primeiro passo.
Wassalamu aleikum!
Bryan St. Martin
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Qual o caminho, afinal?
Mas de umas semanas pra cá venho notando que talvez não tenhamos aprendido alguma coisa desse ramo. Ou não tenhamos aprendido como se faz esse "negócio". Ou ainda, aprendemos, mas ainda estamos pecando em alguma coisa.
Gosto do nosso trabalho (às vezes) mais do que sexo, mas aprendi a sonhar com os pés no chão. Ultimamente tenho andado mais realista e mais racional, calculando as chances de "amanhã", literalmente ou daqui há 5 anos, estar no nosso lugar ao sol, ou ao pôr dele. O que foi mais poético para quem me lê.
Fico pensando se a gente, em algum momento, tomou (ou toma) as decisões erradas, ou se escolhemos os caminhos mais difíceis. Se nos precipitamos em algum momento, em alguma decisão. Se colocamos as carroças na frente dos bois. Será que estamos seguindo certo a receita inexistente do sucesso?
Digo isso não porque não estamos conseguindo nada. Pelo contrário, as oportunidades estão surgindo. Devagar e em pequeno número, mas estão. Mas o que me "encafifa" a cabeça é que outras pessoas do mesmo ramo profissional, às vezes até com menos tempo de estrada estão meio que "passando na frente" nessa longa estrada rumo ao profissionalismo, com 2, 3 shows por semana, alguns até remunerados, shows em outras cidades e outros shows que precisam recusar por falta de tempo e cansaço por excesso de shows (que sonho). Alguns de nossos amigos são excelentes músicos assim como eu considero que somos. Mas porque a Woohoos! não vai? Ou não foi, ainda?
Teriam eles melhores contatos? Melhores oportunidades? Mais oportunidades? Mais profissionalismo? Mais dedicação do que a gente? Ou estão no mesmo patamar da Woohoos! porém aprenderam mais rápido como tocar esse "negócio?"
Cada banda, cada pessoa, cada indivíduo tem a sua história. Será o começo da história da Woohoos! as dificuldades maiores do que todos? Será que vamos demorar à ascender mas vamos ficar lá em cima por mais tempo que os outros? Ou isso tudo será apenas mais um hobby que contaremos aos nossos filhos e netos?
Aos meus companheiros de banda/fãs, não se desesperem. Continuo sonhando forte e alto. Sem desânimos por parte deste anfíbio que vos fala. Afinal pra quem me conhece sabe que não conseguiria viver sem música. Mas precisava desse "desabafo".
E vamo que vamo!!!
Mudando o ano, 2009 é Woohoos!
Abraço forte
B.S.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Odeio tendências!!!!
Já notaram que de um ano pra cá os bateristas não estão usando mais 2 tons? Estão usando apenas 1 e colocando o prato de condução no lugar do segundo tom?
WHAT THE FUCK?!?!?!
Sou um cara tradicionalista. Gosto da bateria ali, todinha, me dando possibilidades de uso dos seus vários tambores. FODE-SE a tendência.
Atualmente toco com dois tons, mas minha batera tem três. Só não estou usando o terceiro ainda porque as bateras da Woohoos! até agora foram criadas para dois tons. Então não há a necessidade. Voltando a compor com certeza adcionarei o terceiro tom. E não tirarei um pra colocar um prato.
Ser tradicional é o que há!!!! Pergunta se o João Barone (um dos melhores bateras do Brasil na minha sincera e humilde opinião) vai com a tendência.
O bicho tá lá até hoje usando os seus, se não me engano, 3 tons mais o surdo e seus 4 octobans (aqueles mais fininhos e compridos).
E o cara é phoda!!!
Esqueçam a tendência. Sejam vocês mesmos!!!
Abraço forte!
B.S.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Dicas Musicais

Dicas Musicais

Dicas Musicais

Dicas Musicais

Dicas Musicais
Ouçam "461 Ocean Boulevard", do Eric Clapton.
Foi seu primeiro disco depois da primeira vitória dele contra o vício em heroína.
Um "singelo" grande momento de um dos meus grandes ídolos.
Ouçam Have You Ever Loved A Woman. Eu soube escolher bem meus ídolos...
Abração!
Bryan St. Martin
Dicas Musicais
Ouçam o álbum "Who's Next", do The Who.
Um dos melhores discos já feitos, na minha franca e humilde opinião.
Baba O' Riley.
Ouçam.
Ouçam.
Ouçam.
Ouçam.
Eu ouço pelo menos uma vez todos os dias.
Abração!
Bryan St. Martin.
Dicas Musicais
Ouçam Booker T & The MG's.
R&B de primeira, foram a banda de estúdio da gravadora Stax Records, tocando com Otis Redding e Wilson Pickett. A banda acabou em 1971, mas o som é eterno (nossa, que brega).
Ouçam "Green Onions", álbum de 1962.

Abração!
Bryan St. Martin
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Renato Russo que me perdoe...

Veja a que ponto chegamos. O exército com todo seu artefato a postos para atirar em alguém e nosso querido amigo "João" numa máquina, creio eu, de caça níquel como se nada tivesse acontecendo ao redor (leia-se DO LADO dele).
"Brasil, mostra a tua cara!!!"
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Paciência - Lenine
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
A vida não pára!...
A vida é tão rara!...
A Conexão Douglas-Sheen
Conversando com o Guiga, acabamos tocando num assunto intrigante para os entusiastas da cultura pop (pelo-amor-de-Deus-arranjem-uma-vida):
A Conexão Douglas-Sheen
Seriam as duas famílias ligadas por laços co-sanguíneos?
Inicialmente, achava que sim.
Num momento de tédio profundo, pesquisei sobre o assunto e cheguei à chocante verdade:
as duas famílias fazem parte do mesmo clã de reptilianos!
Nah. Quem dera.
Não, não são ligados pelo sangue, somente pela afinidade.
Os Douglas tem origem russa. Já os Sheen, ou melhor, os Estevez, tem origem irlandesa e espanhola.
Charlie Sheen e Michael Douglas co-estrelaram "Wall Street".
Martin Sheen aparece em um bocado de documentários fazendo referências à Kirk Douglas.
E só.
Não existe conexão Douglas-Sheen(ou Estevez).
Ou existe?
Abração!
Bryan St. Martin
O que é sexo, afinal?
As recentes notícias da pornografia nacional me levaram à seguinte indagação:
O que é virgindade? Quando ela acaba? O que é sexo?
Caroline Miranda, sobrinha de consideração de Gretchen, fará duas cenas em filme pornô.
O título: "Fiz Pornô ... Continuo Virgem".

A atriz e funkeira afirma, no alto de seus 19 anos, continuar sendo virgem. E que esse status não será alterado pela famigerada produção cinematográfica.
????????????????
Sério...
Sexo então é só contato pênis-vagina?
Boquete então não é sexo?
Sexo anal, a despeito da nomenclatura, tampouco?
Esse bafafá me lembra um pouco do caso Monica Lewinsky.
Nosso camaradão Bill Clinton se amarrava num charuto "aromatizado" e numa chupiscada da então estagiária da Casa Branca. Eis que, quando a merda atingiu o ventilador, ele negou, em rede nacional, ter mantido relações sexuais com a rechonchuda estudante.
Logo após ser desmascarado, pediu desculpas à nação, alegando que não mentira: havia feito sua declaração sob a dogmática religiosa, segundo a qual "relação sexual = papai-e-mamãe".
Se não colou com o Bill, certamente não colará com a Caroline.
Não tenho absolutamente nada contra as escolhas profissionais da moça e até a admiro por jogar fora uma promissora carreira no ramo do entretenimento convencional em nome da pornografia.
Maaaassss...
Precisamos acabar com essas hipocrisias idiossincráticas no nosso dia-a-dia.
Se a filha do vizinho ficar conhecida por dar o cú e pagar boquetes para os coleguinhas da escola, ela será considerada virgem?
Gays nunca perdem a virgindade?
Acho que a evolução da sociedade humana deve permitir a revisão de conceitos arcaicos como a virgindade.
"Ahh, eu sou de Deus. Sou virgem. Mas libero meu cú e pago uns boquetinhos pro meu namorado, senão, ele me deixa".
Sério...
Esse é um desses conceitos que já deveriam ter caído em desuso de tão ultrapassados.
Minha sugestão:
Sexo(segundo o dicionário de Bryan St. Martin)
substantivo masculino
1. Condição particular que distingüe macho de fêmea
2. O conjunto de pessoas do mesmo gênero
3. Os órgão genitais
- Fazer sexo.
1. Relacionamento físico mantido entre dois seres vivos, por meio do qual há emprego dos seus corpos com vistas a obter prazer.
Conceito diferente de copular, procriar, acasalar... Estes sim possuem orientação bíblico-religiosa, ensejando polêmicas e brechas interpretativas...
Assim, perderia a virgindade todo aquele que busca prazer por meio do contato físico com outro ser vivo.
Do contrário, inaugura-se um filão de categorias de virgindade. Virgem de orelha, de nariz, de pé, de umbigo...
Abração!
Bryan St. Martin.
Notas soltas
Acho que sou dramático demais.
Escrevendo uma música, deixei escapar os seguintes versos:
"Talvez o amor seja como um soco no olho
Machuca, te deixa feio, mas te faz sentir vivo"
Muito dramático e meio sadô-masô.
Mas a música é boa.
Abração!
Bryan St. Martin
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Eleições 2008
Em Brasília, não temos eleições em 2008. Somos um híbrido de estado/município. Temos um governador/prefeito e deputados distritais/vereadores.
Enfim, enquanto a TV aberta do resto do país transmite a propaganda eleitoral gratuita, nós assistimos a reprise da minissérie "JK", na Globo.
Isso não quer dizer que estamos alheios ao que acontece no resto do país.
Por favor, reflitam bem. Pesquisem e se informem acerca dos candidatos.
Votem em quem realmente parece estar apto para administrar suas cidades e representá-los.
4 anos é muito, muito tempo.
Abração!
Bryan St. Martin.
Novo disco em 2009!
Compondo novas músicas, percebi que é natural e inevitável a evolução.
Não sou o mesmo Bryan de um ano e meio atrás.
Se escrevesse "Volta" hoje, com certeza ela seria bem diferente.
"Bye-Bye" não seria um neo-jazz-swing. Soaria diferente.
Ainda nem lançamos o nosso primeiro disco e já estou pensando no segundo, no terceiro...
Isso me deixa contente. A minha evolução pessoal, bem como a dos meus camaradinhas, não permitirá que fiquemos limitados a variações do mesmo tom.
Nosso som será o mesmo. Mas será diferente.
Faz sentido?
Bem, conheçam primeiro esta primeira fornada de canções. As treze faixas ficarão prontas no final de outubro deste ano. "Sobre Encontros e Despedidas" finalmente verá a luz do sol.
Logo em seguida, nova epopéia virá à baila.
Já tenho um nome pro próximo disco: "Sobre Casos e Causas Perdidas".
Este eu garanto que sairá até dezembro de 2009.
Variações do mesmo tema. Tons bem diferentes.
Abração!
Bryan St. Martin
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Dica do Além Túmulo

Dica do Além Túmulo
Segue a dica do dia do tio Bryan procês:
"Grace", do Jeff Buckley.

Dentre todas, ouçam as faixas "Last Goodbye" e "Hallelujah".
Sem dúvidas, um grande artista que foi tomado de nós way too soon.
Abração!
Bryan St. Martin.
Review - Ensaio Sobre a Cegueira
Eis minha suscinta análise de "Ensaio Sobre A Cegueira".
Bela e corajosa adaptação da celebrada obra de José Saramago, este filme não é o que se pode chamar de fun trip.
Uma história densa, por vezes lírica. Numa cidade qualquer, seus cidadãos passam a ser acometidos por uma cegueira "imune à burocracia". Ninguém parece ter nomes e as personagens são identificadas por suas características físicas ou profissões.
Assim, acompanhamos "o médico", "a mulher do médico", "o primeiro cego", "a mulher do primeiro cego", "a mulher de óculos escuros", "o homem de venda preta" e "o rei da ala 3".
Num mundo abalado pela cegueria branca, a única que parece enxergar é a mulher do médico, interpretadoa por Julianne Moore. E é por meio de seus olhos que enxergamos o mundo caótico que se instala quando todos parecem libertam-se do que pode ser visto. Mergulhados em claridade, afogam-se em escuridão.
Uma história pesada que mereceria pelo menos mais meia hora de projeção. Algumas subtramas parecem atropeladas e certas situações forçadas demais, levando-me a crer que muito do filme original acabou ficando no chão da sala de edição.
Não faço críticas à narração em partes da fita pelo personagem de Danny Glover, que me pareceu correta quando aplicada.
De fato, a maior dificuldade desta fita foi transmitir o que no livro é narrado pelo onisciente Saramago, que ao transitar entre as consciências das personagens, permite que conheçamos o que se passa no íntimo delas.
Escolhendo enquadramentos estranhos que por vezes cortam a cabeça das personagens, esta adaptação é incômoda como pretende ser, porém, sem conseguir exprimir as trevas do livro.
Apesar dos pesares, o diretor Fernando Meirelles é digno de aplausos pelas suas ousadas escolhas, a começar pela obra adaptada.
Não se pode acertar sempre, mas a grandeza só sorri àqueles dispostos a arriscar.
Nota: 6,0
Abração!
Bryan St. Martin.
Ressaca Filmes Pipoca 2008
Eis meus suscintos reviews dos lançamentos tardios da temporada Pipoca 2008 nos cinemas brasileiros:
- O Procurado
Filme bem bacana do diretor amalucado Timur Bekmambetov. Bela fotografia a serviço de uma trama que parece calcada no cânone de "Clube da Luta". James McAvoy é uma estrela em ascensão e parece ser o sucessor natural de Edward Norton. Muito bem escalado para viver o pobre Wesley Alan Gibson, gerente de contabilidade que se vê obrigado a deixar sua vida para trás e se tornar um assassino profissional. Angelina Jolie e Morgan Freeman também estão na fita, que conta com uma pontinha do Terrence Stamp ( o eterno General Zod de Superman II). Sem nenhum compromisso com o nexo, a lógica e o bom senso, é uma boa diversão com algum conteúdo subversivo. Deve render outras continuações. Veremos.
"E você, o que tem feito da porra da sua vida?"
Nota: 6,5
- Hellboy II
Guillermo del Toro firma-se como o diretor oficial do oculto e do bizarro, unindo o melhor de George Romero, Peter Jackson e Zé do Caixão (!). Excelente fotografia, sendo digna de menção a escolha pela primazia de efeitos animatrônicos. Chega de CGI!
Muito boa aventura, esta continuação foca mais nos conflitos internos e nos relacionamentos pessoais estabelecidos por Hellboy, interpretado mais uma vez por Ron Pearlman.
Selma Blair também dá o ar da graça nesta fita.
Anung Un Rama fica dividido entre reinar entre seres mágicos ou ser desprezado por seres humanos. E aí? Ser a Besta do Apocalipse ou defender a Humanidade? Difícil escolha à frente do filho do anjo caído...
Nota: 7,0
- Trovão Tropical
Devo admitir que esperava muito mais desta comédia metalingística. De fato, me diverti bastante, mas confesso que esperava que este filme fosse a segunda vinda de Cristo.
Como geralmente ocorre quando as minhas expectativas estão lá no alto, me decepcionei bastante.
Não que se trate de um filme ruim. Ma ele simplesmente não é engraçado o bastante.
Obviamente o destaque do filme é Robert Downey Jr. Por favor, não embarquem na babaquice dele estar usando blackface. Não é esse o caso e tentar enxergar insultos raciais em sua interpretação é uma grande bobagem e perda de tempo.
Por outro lado, as críticas de alguns setores quanto à forma como os deficientes mentais são retratados são bem pautadas, visto que a abordagem usada no filme não é das mais delicadas.
Tom Cruise é a grande surpresa do elenco, fazendo pouco mais do que uma ponta. Já Jack Black, um dos supostos protagonistas, tem pouquíssimo tempo em tela, em outra apagada e histriônica performance.
Boa direção de Ben Stiller. Fotografia adequada e bastante surpreendente para uma fita do gênero.
No geral, boas e poucas piadas.
Talvez eu não tenha entendido a maioria delas (mesmo tendo sido eu quem mais riu na sala de exibição).
Nota: 5,5
Abração!
Bryan St. Martin.
Gravações da última semana e novidades
Estive ausente das atualizações deste blog nas últimas semanas, mas como não tenho a intenção de permitir que isso se repita, cá estou novamente.
Trago boas notícias a quem aguarda ansiosamente pelo nosso disco, "Sobre Encontros e Despedidas".
Semana passada, (finalmente) gravei "Chorar Pra Não Rir". Acabaram-se as vozes do disco.
Uipi.
(Sem exclamação? Sim senhor, sem exclamação, já passava da hora...)
Guiga gravou os solos de "Toda História Chega Ao Seu Fim".
Ele tem 10 horas e meia para terminar de gravar os solos restantes.
Pressão? Nenhuma...
Assim, terminaremos nossa saga nos Estúdios Power.
As mixagens e masterizações ocorrerão no Chez St. Martin.
E, se Deus permitir, lançaremos o disco no show do dia 30 de outubro, no Rayuela.
Torçam pela gente!
Beijões e abrações pra todos nossos camaradinhas!
Bryan St. Martin.
domingo, 21 de setembro de 2008
E a lenda procede...
A próxima dominação do mundo é das crianças. E quando eu digo isso ninguém acredita. Mas está começando:
SP: filho de 8 anos faz parto da mãe
Um menino de 8 anos realizou, sozinho, o parto de sua mãe, por volta das 6h40, na Cohab Juscelino Kubitschek , zona leste de São Paulo. Segundo a Guarda Civil Metropolitana (GCM), quando os policias chegaram no local para auxiliar a mãe, a irmã do garoto, uma menina, já havia nascido.
» Veja mais fotos do menino
» vc repórter: mande fotos e notícias
Segundo a GCM, a mulher entrou em trabalho de parto dentro de casa e foi auxiliada pelo filho. Mãe e filha foram levadas ao Hospital Geral de Guaianases e passam bem.
Menino de três anos chama ambulância e salva mãe
Da BBC Brasil
Um menino de três anos de idade salvou a vida de sua mãe ao ligar para o número de emergência na Grã-Bretanha - 999 - depois que ela sofreu um ataque epiléptico, no sábado.
» Menino de 6 anos faz parto da mãe
» Menino de 10 anos encontra e devolve US$ 20 mil
» Jovem desaparece tentando salvar adolescentes no mar
Jack Thompson usou o telefone celular de sua mãe para ligar para os serviços de emergência e disse que ela estava deitada e doente no corredor da casa, e que seu pai estava no trabalho.
A ligação caiu no meio, mas o menino encontrou outro celular na casa e fez nova chamada.
Ele não conseguiu dizer onde morava, mas a segunda ligação permitiu que a telefonista rastreasse sua locação, em Lochgelly, Fife, na Escócia.
O menino de três anos, Jack Thompson, estava em casa com suas irmãs Holly, de dois anos e a bebê Kirsty quando sua mãe sofreu o ataque.
Depois do telefonema, a polícia e paramédicos forçaram a entrada dentro da casa e encontraram a mãe de Jack, Leanne, deitada no corredor de entrada. Os paramédicos a atenderam e ela está se recuperando em casa
A polícia elogiou o menino por sua resposta rápida ao incidente. Segundo o inspetor Duncan Ormiston, "sem dúvidas, o pequeno Jack salvou a vida da mãe dele". "Um menino tão novo ter a presença de espírito não apenas de discar 999, mas de ligar de outro telefone quando acabou a bateria do primeiro, é fenomenal."
"As conseqüências, caso sua mãe não tivesse recebido ajuda médica imediata, poderiam ser desastrosas, e ela poderia ter permanecido deitada até que seu marido voltasse para casa."
O policial ordenou que fosse enviado um chapéu de polícia com alguns presentes para o menino, que foi nomeado policial honorário do Centro de Contatos.


