Meus filhos,
Venho por meio desta singela mensagem avisar a todos aqueles que lêem estas notícias (alguém lê?) que, em 2009, passaremos por algumas reformulações.
O estado de permanente decepção e cortante auto-crítica em que me encontro conduziu-me ao questionamento de diversos aspectos do trabalho que os Woohoos! apresentam.
As críticas são bem mais duras e cáusticas dentro da minha cabeça. E realmente me deixam doente. Não é exagero, eu somatizo tudo, uma merda isso.
Enfim, dentre todas as respostas para as perguntas que tenho me feito, algumas soaram mais alto. Uma, em especial, mais alto que as demais.
Quem me conhece com um pouco de profundidade sabe que sou um cantor, antes de qualquer outra coisa. Mas também sabe que a guitarra sempre foi uma grande paixão. No colégio, meu violão e eu éramos como um só. Às vezes, chego a pensar que quase toda da minha vida escolar consistiu em tocar violão e cantar.
Porém, em meio a constantes recomeços, passei a me recusar a tocar guitarra/violão ao vivo. Sei lá, me resignei a ser somente o vocalista, sem ter que me preocupar com equipamentos e afins. Achei que, se focasse no canto, renderia mais.
Porém, quando não se detém o carisma de um Mick Jaegger, ficar em frente a um pedestal é... complicado.
No frigir das minhas auto-análises, fui fazendo retrospectivas até chegar à conclusão de que parei de tocar guitarra porque nunca consegui dominá-la completamente. Cantar é mais fácil pra mim e fiquei satisfeito em permanecer na minha zona de conforto.
Não mais. Recentemente, voltei a tocar nas apresentações. Violão. Bem cliché. Primeiro, por conta de NDOTP. Depois, por conta de As Rosas Não Falam. Já mencionei a catarse que a execução de ARNF provoca em mim. Eu gosto, muito, disso. Embora tenha me atrapalhado durante essas performances, gostei de voltar a empunhar um instrumento musical no palco
Mas o violão não é a resposta. A resposta é a guitarra. Sim, a mesma guitarra que me recuso a tocar há alguns anos.
Então, resumindo a ópera, é isso. Voltei a tocar guitarra e estou adquirindo novos equipamentos para subsidiar meu retorno triunfal. Pratico todo dia, esperando recuperar em breve as minhas habilidades.
As novas composições se apóiam nessa nova realidade. Esse é o grande segundo ponto a ser reformulado em 2009. Embora as composições de Sobre Encontros e Despedidas tenham sido idealizadas para um power trio, é impraticável mantermos essa mesma estrutura nas novas composições. Como power trio de quatro componentes, deixamos muitíssimo a desejar.
Como não há nenhum virtuose na banda, o som tende a parecer vazio em certos pontos. Num primeiro, segundo e terceiro momento, isso não me incomodava. Mas passou a me incomodar. Realmente limita demais as possibilidades criativas a ausência de uma segunda guitarra.
Como somos, fomos e seremos sempre um quarteto, tocar guitarra é uma consequência natural pra mim. E virá não somente a sanar alguns problemas, mas também a enriquecer nossas apresentações e novas composições.
O terceiro grande ponto, backing vocals. Estes serão revistos, quando não tiverem que ser criados. O uso das harmonizações vocais tomará bastante tempo em 2009.
Resumão das resoluções de fim de ano/ano novo:
- Bryan na voz e na guitarra
- Woohoos! agora com duas guitarras = mais som, mais possibilidades
- Backing vocals decentes
É isso aí. Apareçam no Rayuela no próximo dia 15, a partir das 21h. E testemunhem a última apresentação dos Woohoos! sem que Bryan St. Martin toque sua Fender Stratocaster.
Abração!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
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