sexta-feira, 31 de outubro de 2008

3º Show - Rayuela - 30 de Outubro de 2008

Meus filhinhos,

Segue um "breve" review de nossa terceira apresentação.

Evento: Brasília Independente - Woohoos! e Deuses da Kaaba
Local: Bistrô Rayuela
Horário: 22h
Data: 30/10/2008

Setlist:

-Toda História Chega Ao Seu Fim
-A Valsa
-Feliz
-Não Deixe o Tempo Passar
-Nananana
-Sede
-As Rosas Não Falam (Cartola)
-Dor e Prazer
-Fatos e Fatos
-Hit The Road, Jack (Ray Charles)
-Bye-Bye
-Volta
-Sobre Encontros e Despedidas

Review:

Show bacana. O local, no subsolo do Rayuela, é pequeno mas permite shows bem intimistas. Climão de pub inglês, bem legal.

Público de pouco mais de 30 pessoas (lotação máxima permitida no local: 50 pessoas), energia muito boa. Muitos rostos conhecidos na platéia.

Finalmente pudemos fazer a passagem do som antes de um show. Quanta diferença! Realmente, fazer apresentações às escuras interfere, e muito, no desempenho da banda.

Começamos um pouco antes das 22h. Dedicamos o show ao Dado Dolabella e tocamos THCASF.
Seguimos com A Valsa, onde enfrentamos um breve problema com a afinação do baixo, rapidamente contornado. Feliz, OK.

NDOTP enfrentou problemas. Pisei no cabo do violão no começo da música, desconectando-o. Problema resolvido antes do refrão, porém com comprometimento da execução da música, visto que parei de cantar por breves instantes para fazer a reconexão. Mas tudo bem, acontece.

Nananana rolou bacana, mas precisa de ajustes nos backing vocals. Sede funcionou muito bem.
Seguimos com a cover de As Rosas Não Falam, do Cartola. Catártica. Toquei essa música de corpo e alma. Foi gostoso executá-la ao vivo, e a receptividade foi muito positiva. O trabalho nessa música abre precedentes para linhas a serem seguidas nas novas composições.

Dor e Prazer, OK. Fatos e Fatos, idem. Após a seção "deprimente" do show, fôlego para as últimas músicas. Outra cover, Hit the Road, Jack, do mestre Ray Charles. Executada para anteceder Bye-Bye, casamento perfeito. Volta estreou sua nova versão, agora com backing vocals. E o triste e enérgico fim, com Sobre Encontros e Despedidas.

13 músicas em 60 minutos. Nada mal. Tínhamos duas horas para serem divididas entre duas bandas e cumprimos nossa parte. Execuções enxutas. Se elaborarmos um pouco a apresentação das músicas ao vivo, chegaremos facilmente a 1h30min de show. Mas, por ora, deixemos que as músicas sejam conhecidas como elas são...

Overview das performances individuais:

Sapo dominou com força, destreza e maestria sua bateria, Jaqueline. Porém, mostrou-se um pouco inseguro nos backing vocals.

Bernardo (e seu indefectível chapéu) comandou nosso groove, seguro como sempre. Me pareceu um pouco contido desta vez, talvez em razão da presença de familiares na platéia.

Guiga exibiu uma bela performance, administrou bem a troca constante de guitarras e mostrou solidez na execução das músicas. Ainda fez backing vocals, contidos.

Na parte que me toca, Bryan, acho que estou aprendendo a fazer shows. Ainda não domino o palco como deveria, mas sinto que minha evolução é constante e perceptível. Comecei a interagir com o público(!), importante passo para que me torne um frontman decente. Estou mais solto. Mas preciso aprender a preencher as lacunas e silêncios que ocorrem entre as músicas.

Ainda sinto muita insegurança para me movimentar no palco. Questões como "o que eu devo fazer enquanto o Guiga faz um solo?" permanecem sem resposta. Mas quando me "baixa o santo", tudo corre com fluidez. Gostei de como me senti enquanto tocávamos As Rosas Não Falam...

Preciso ficar mais atento aos imprevistos, como quando o cabo do violão se soltou em NDOTP. É preciso ter sempre um plano b para essas situações.

A execução do meu instrumento, minha voz, me pareceu satisfatória. Dieta adequada e hidratação constante, fora muito estudo e ensaios, realmente ajudam a manter a voz "no ponto". Não perdi a voz, tampouco sofri para executar canção alguma. Condicionamento vocal, será?
De toda forma, não mascar chicletes durante o show e beber água sempre que possível trouxe resultado positivo. E por mais óbvio que isso pareça, como já dizia o filósofo Jaegger, "old habits die hard".

Demonstração de dedicação ou caso crônico de sudorese excessiva? Em todo caso, suei em bicas, empapando completamente a camisa que estava vestindo, pra variar. (lembrete: levar DUAS toalhas para o próximo show)

Nota curiosa:

Tinha vestido outra roupa para fazer o show, uma camiseta branca de algodão com um aplique vermelho aveludado no peito. Porém, quando fui cortar o cabelo, pouco antes do show, acabei sentando numa toalha suja de tinta de cabelo. Resultado: camiseta manchada, aspecto feio pra caralho. Agravante: eu não tinha mais tempo para ir em casa e trocar de roupa. Por sorte, encontrei uma loja ainda aberta, onde comprei a camisa branca e gravata azul que usei no show, que me garantiram o figurino pós-escritório-moderninho-desleixado.

Conclusão:

Belo show, performance sólida da banda. Poucas falhas na execução das músicas, backing vocals ainda inseguros. Melhoramos bastante em relação à apresentação anterior. Público receptivo, ambiente e sistema de som satisfatórios. Muito a aprimorar, mas estamos no rumo certo. No geral, saldo acima da média.

Nota: 7,0

ps: Parabéns aos nossos companheiros de noite, Deuses da Kaaba. Muito superiores ao vivo do que em seus registros fonográficos, esbanjam carisma, técnica e criatividade. Recomendo a todos!


Abração!

Bryan St. Martin.

Um comentário:

Bruno Medeiros disse...

Yeah babe!
Meu review em breve aki no blog tb!!

=***