sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Curto Review - Rayuella - 30 de Outubro

É moçada. Estamos bem melhores que ano passado né. 3 shows em 2008...e vamo que vamo.
Aproveitando a oportunidade, nosso quarto show será amanhã, sábado, 01/11, no colégio GALOIS pelo projeto ESCOLA SHOW. 22h. De graça. Compareçam!!!

O Bryan falou muita coisa que eu iria falar. Então farei um curto review.

O show de ontem foi o mais show, por assim dizer. Foi, de fato, o primeiro SHOW da Woohoos! Com passagem de som e 1 hora inteira dedicada praticamente às nossas músicas. Execução com pouquíssimas falhas. Mas quem não erra não é mesmo?

Estamos com um bom entrosamento. Nos falta um pouco de "loucura" em cima do palco. Sempre digo que quando você está lá em cima, trabalhando, tocando, você precisa esquecer um pouco o mundo e despirocar. Mas creio que isso venha com o tempo de estrada e segurança na execução. A gente vai se soltando. Mas foi bom. Como o Bryan mesmo disse e várias pessoas salientaram, ele está mais solto e mais interativo com o público. Isso é bem interessante e importante prum front-man. Não deixou a desejar. Não ficou rouco e apesar de ter pisado no cabo do violão, hehehehe, mostrou que tem muita voz em Sobre Encontros e Despedidas.

Bernardo como sempre firme. Com seu charme e groove apurados. Pôde sentir pela primeira vez como é tocar "A" música com a presença da namorada.

Guiga mostrou-se firme também na guitarra. Com sua presença de palco inconfundível. Cantando alguns refrões de olhos fechados e alucinando. Bela apresentação.

Eu fui bem também. Na execução das baterias nenhum erro. Os que existiram foram quase imperceptíveis até pra mim. Não quebrei e não deixei voar baquetas .Inseguro um pouco ainda nos backing vocals. Mas cantar sem se ouvir é uma merda. Há alguns anos venho dizendo isso. Hahahahaha! Mas tudo melhora com o tempo. Ninguém nasce sabendo tudo.

Show bom. Público bacana. Excelente receptividade de As Rosas Não Falam, que valeu um grito emocionado do pai do Bernardo lá no fundo. (sim sim, eu ouvi....). Minha mãe também elogiou a versão que fizemos dessa obra de Cartola.

Em resumo:

Nota: 7,43 (minha nota seria 7. Mas sempre dou notas acima do Bryan só pra pentelhá-lo....

=DDD

Abraços a todos que tiveram lá. Quem não esteve, aguarde. Mais shows em breve.

E relembrando, amanhã, no GALOIS, às 22h, tem Woohoos! de graça pelo Projeto Escolha Show. Compareçam!!!! Vamos fazer a festa....


Abraço forte

B.S.

3º Show - Rayuela - 30 de Outubro de 2008

Meus filhinhos,

Segue um "breve" review de nossa terceira apresentação.

Evento: Brasília Independente - Woohoos! e Deuses da Kaaba
Local: Bistrô Rayuela
Horário: 22h
Data: 30/10/2008

Setlist:

-Toda História Chega Ao Seu Fim
-A Valsa
-Feliz
-Não Deixe o Tempo Passar
-Nananana
-Sede
-As Rosas Não Falam (Cartola)
-Dor e Prazer
-Fatos e Fatos
-Hit The Road, Jack (Ray Charles)
-Bye-Bye
-Volta
-Sobre Encontros e Despedidas

Review:

Show bacana. O local, no subsolo do Rayuela, é pequeno mas permite shows bem intimistas. Climão de pub inglês, bem legal.

Público de pouco mais de 30 pessoas (lotação máxima permitida no local: 50 pessoas), energia muito boa. Muitos rostos conhecidos na platéia.

Finalmente pudemos fazer a passagem do som antes de um show. Quanta diferença! Realmente, fazer apresentações às escuras interfere, e muito, no desempenho da banda.

Começamos um pouco antes das 22h. Dedicamos o show ao Dado Dolabella e tocamos THCASF.
Seguimos com A Valsa, onde enfrentamos um breve problema com a afinação do baixo, rapidamente contornado. Feliz, OK.

NDOTP enfrentou problemas. Pisei no cabo do violão no começo da música, desconectando-o. Problema resolvido antes do refrão, porém com comprometimento da execução da música, visto que parei de cantar por breves instantes para fazer a reconexão. Mas tudo bem, acontece.

Nananana rolou bacana, mas precisa de ajustes nos backing vocals. Sede funcionou muito bem.
Seguimos com a cover de As Rosas Não Falam, do Cartola. Catártica. Toquei essa música de corpo e alma. Foi gostoso executá-la ao vivo, e a receptividade foi muito positiva. O trabalho nessa música abre precedentes para linhas a serem seguidas nas novas composições.

Dor e Prazer, OK. Fatos e Fatos, idem. Após a seção "deprimente" do show, fôlego para as últimas músicas. Outra cover, Hit the Road, Jack, do mestre Ray Charles. Executada para anteceder Bye-Bye, casamento perfeito. Volta estreou sua nova versão, agora com backing vocals. E o triste e enérgico fim, com Sobre Encontros e Despedidas.

13 músicas em 60 minutos. Nada mal. Tínhamos duas horas para serem divididas entre duas bandas e cumprimos nossa parte. Execuções enxutas. Se elaborarmos um pouco a apresentação das músicas ao vivo, chegaremos facilmente a 1h30min de show. Mas, por ora, deixemos que as músicas sejam conhecidas como elas são...

Overview das performances individuais:

Sapo dominou com força, destreza e maestria sua bateria, Jaqueline. Porém, mostrou-se um pouco inseguro nos backing vocals.

Bernardo (e seu indefectível chapéu) comandou nosso groove, seguro como sempre. Me pareceu um pouco contido desta vez, talvez em razão da presença de familiares na platéia.

Guiga exibiu uma bela performance, administrou bem a troca constante de guitarras e mostrou solidez na execução das músicas. Ainda fez backing vocals, contidos.

Na parte que me toca, Bryan, acho que estou aprendendo a fazer shows. Ainda não domino o palco como deveria, mas sinto que minha evolução é constante e perceptível. Comecei a interagir com o público(!), importante passo para que me torne um frontman decente. Estou mais solto. Mas preciso aprender a preencher as lacunas e silêncios que ocorrem entre as músicas.

Ainda sinto muita insegurança para me movimentar no palco. Questões como "o que eu devo fazer enquanto o Guiga faz um solo?" permanecem sem resposta. Mas quando me "baixa o santo", tudo corre com fluidez. Gostei de como me senti enquanto tocávamos As Rosas Não Falam...

Preciso ficar mais atento aos imprevistos, como quando o cabo do violão se soltou em NDOTP. É preciso ter sempre um plano b para essas situações.

A execução do meu instrumento, minha voz, me pareceu satisfatória. Dieta adequada e hidratação constante, fora muito estudo e ensaios, realmente ajudam a manter a voz "no ponto". Não perdi a voz, tampouco sofri para executar canção alguma. Condicionamento vocal, será?
De toda forma, não mascar chicletes durante o show e beber água sempre que possível trouxe resultado positivo. E por mais óbvio que isso pareça, como já dizia o filósofo Jaegger, "old habits die hard".

Demonstração de dedicação ou caso crônico de sudorese excessiva? Em todo caso, suei em bicas, empapando completamente a camisa que estava vestindo, pra variar. (lembrete: levar DUAS toalhas para o próximo show)

Nota curiosa:

Tinha vestido outra roupa para fazer o show, uma camiseta branca de algodão com um aplique vermelho aveludado no peito. Porém, quando fui cortar o cabelo, pouco antes do show, acabei sentando numa toalha suja de tinta de cabelo. Resultado: camiseta manchada, aspecto feio pra caralho. Agravante: eu não tinha mais tempo para ir em casa e trocar de roupa. Por sorte, encontrei uma loja ainda aberta, onde comprei a camisa branca e gravata azul que usei no show, que me garantiram o figurino pós-escritório-moderninho-desleixado.

Conclusão:

Belo show, performance sólida da banda. Poucas falhas na execução das músicas, backing vocals ainda inseguros. Melhoramos bastante em relação à apresentação anterior. Público receptivo, ambiente e sistema de som satisfatórios. Muito a aprimorar, mas estamos no rumo certo. No geral, saldo acima da média.

Nota: 7,0

ps: Parabéns aos nossos companheiros de noite, Deuses da Kaaba. Muito superiores ao vivo do que em seus registros fonográficos, esbanjam carisma, técnica e criatividade. Recomendo a todos!


Abração!

Bryan St. Martin.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

AMANHÃ TEM Woohoos!? TEM SIM SENHOR!!!

CRIANÇAS, NÃO ESQUEÇAM, AMANHÃ É DIA DE SHOW!!!!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Não sabia o sabiá

Meus filhos,

Segue um texto que estava desenvolvendo nos últimos dias.


Não sabia o sabiá


A água fria que caía daquela ducha o acordou. Tentava lembrar do que tinha acontecido na semana anterior. Sem sucesso. Quando a água passou de fria a morna, ele soube que protelava o fim do banho. Banho frio, penitência. Por quê está se punindo? O que fez de errado?

Quem dera soubesse. Quem dera lembrasse. Mas o sentimento persiste. A água morna deixa seus dedos enrugados.

Se seca, se olha no espelho. Escova os dentes com o creme dental que promete doze horas de proteção contra doenças bucais. Passa o desodorante que atrai mulheres. Veste a calça jeans centenária, a camiseta nova e cuidadosamente puída. Prepara um sanduíche passando a verdadeira maionese por duas fatias do pão dos sete garotos, recheada do presunto sadio.

Saudável, saudoso, sinuoso, tenta resgatar as memórias que guardam o segredo daquela falsa penúria. A penúria do pobre de espírito. Daquele que água alguma mata a sede. Do contente descontente. O que aconteceu, afinal?

No final, tudo irrelevante. Ele entra em seu carro, dirige irresponsavelmente pelas ruas demasiadamente lentas, como quem sente que o tempo é curto, como quem omite, ou mente a si próprio quanto a própria imprópria mortalidade.

A juventude é infinita aos olhos de quem ainda não envelheceu. E dolorosamente curta aos olhos de quem já passou. Ou passa, passado, passando.

Lembrou. Semana passada, se deu conta de que o tempo, passando, já deixa marcas, fecha portas, e as escolhas, tantas escolhas, agora são poucas, tão poucas que a água fria não serve de punição, mas de consolo. O gelado consolo de manhãs tristes, de dias que seguem, sem rumo, sem destino. Passando, passado.


Abração!

Bryan St. Martin

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Cinza

Meus filhos,

Não tive muito a dizer nos últimos tempos. Quiçá seja a crise financeira mundial, cuja nhaca esteja me afetando.
Enfim, melhor ficar calado a falar besteiras, certo?
Bem, ando meio pessimista/otimista ultimamente.
Minha alma atormentada por antagonismos anda em polvorosa.
Bem/Mal.
Certo/Errado.
Branco/Preto.
Começo a acreditar que a vida é bem mais complexa do que esse rasteiro pensamento maniqueísta.
Sou bom.
Sou mau.
Sou quem sou.
Cinza.
Afinal, seriam a luz e a escuridão valores imutáveis?
Não possuiríam uma intrínseca amálgama?
Não seriam a mesma coisa?
A mesma coisa cinza?

Abração!

Bryan St. Martin

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Notícias Sortidas

Meus filhos,

Eis algumas notícias fresquinhas:

-Nada de Woohoos! no GaloisFest, não passamos pelo crivo da comissão julgadora
-Emagreci dois quilos
-Meus níveis de ácido úrico e colesterol estão muito altos

Menos um porta na cara. Já é hora que elas comecem a se abrir pra gente.

Abração!

Bryan St. Martin

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Zzzzzzzzzz.....

Filhotes,

Cá estou, insone por conta da dor que não me permite dormir.
Estou cansado, mal consigo manter os olhos abertos, mas não consigo dormir.
Estou ouvindo passos. Estou ouvindo vozes.
Alucinações, provavelmente. Resultado da privação do sono, quase 48h sem dormir.
Me sinto sozinho.
Vocês já se sentiram sozinhos?
(vontade de beber um suquinho de abacaxi)
A madrugada é tão silenciosa...
Tédio, cansaço.
Quero, preciso, mas não consigo dormir.
Repouso.
Repouso..
Repouso...
Repouso....
Repouso.....
Repouso......
Repouso........
Repouso.........
Repouso..........
Repouso...........
Repouso............
Repouso.............
Repouso..............
Repouso...............
Repouso................
Repouso.................
Quero um abraço.
Quero um beijo.
Quero sentir, quero fazer sentir.
(abacaxi)
Lisérgico isso.
Não fará nenhum sentido amanhã.
Salvador Dalí.
Colher de prata.
Abacaxi.
Um beijo.
Teu beijo.
Tua nuca.
Tua boca.
Desejo.
Agora.
Só se for agora.
Te espero lá fora.
(abacaxi ou limão)
Limão eu tenho.
Fazer limonada.
Sem açúcar.
Sem beijo.
Sem queijo.
Sem você.
Amanhã?
Hoje?
Ainda?
Patético isso.
Não fará nenhum sentido pela manhã.


Bryan St. Martin.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Diário de um futuro ex-gordinho

Meus pimpolhos,

A partir de hoje, passarei a descrever minha jornada de retorno ao mundo dos magros.
Decidi de uma vez por todas que quero me encaixar somente em um grupo de minorias, "asiáticos, descendentes e afins".
Não quero mais participar do grupo dos "gordos". Ou dos "que-podem-desenvolver-doenças-coronárias-circulatórias-hepáticas-diabetes-etc-etc-etc".
Finalmente ouvi as diretas/indiretas das pessoas que me querem bem. E as diretas/indiretas das pessoas que me querem mal também.
Estou procurando ajuda.
Já visitei um médico. Bom médico, por sinal. Fiz exames. Marquei consulta com uma nutricionista. Voltarei a fazer exercícios físicos com regularidade.
Por conta própria, na semana passada comecei a fazer dieta, a trigéssima dos últimos seis anos.
Mas estou focado agora.
Devo perder os cinqüenta quilos que engordei e recuperar minha saúde e forma física.
Ou morrerei em breve. Simples assim.
Os dados chocantes:
-Idade: 26
-Altura: 1,75
-Peso: 126 (!!!!!)
Obesidade mórbida, meus caros.
Em razão do meu perfil endo-mesomórfico, o peso fica bem distribuido por todo meu ser, mas o acúmulo abdominal é inevitável, o que hoje me torna mais um número dessa assombrosa epidemia que assola um mundo cada vez mais gordo e doente.
Fui pesado na última sexta-feira. A partir de agora, me pesarei todo domingo, registrando os resultados, bem como minha rotina de treinamentos, minha dieta, remédios e afins.
Tudo documentado pra posteridade.
Gordura é um tabu.
É público e notório que os gordos são alvo de preconceito. Tachados de preguiçosos, incompetentes e desleixados, são inferiorizados, marginalizados, alvo de piadinhas...
Na verdade, são pessoas doentes que precisam de tratamento.
Eu estou doente. Eu estou em tratamento.
Com esta iniciativa, pretendo ajudar todos aqueles que ainda não se deram conta disso.


Abração!

Bryan St. Martin

Pedras no sapato... ou nos rins?

Pimpolhos meus,

Digito esta entrada do blog diretamente da minha caminha confortável, enquanto me contorço de dor.
"O que aconteceu?", perguntaria alguém interessado.
Cálculo renal, minha pronta resposta.
Tenho 4 pedrinhas prontinhas pra sair a qualquer momento.
Uma no rim direito, três no esquerdo.
Passei bem mal ontem pela noite, o que me fez passar pelo "drive thru" de um hospital das redondezas.
Não pude ir ao trabalho hoje, tampouco poderei trabalhar amanhã. Enquanto digito esta mensagem, leio os noticiários nacionais tentando achar algo nacionalmente relevante para que meu chefe possa discursar amanhã.
Cara muito legal.
Espero que chegue a presidente um dia.
Se o país enxergar além da "raça", finalmente terá alguém competente no comando.
Ahhhhh, vocês acham que somente afro-descendentes sofrem preconceito racial?
Falo do alto da minha miscigenada experiência de vida que asiáticos sofrem bastante com o racismo. "Japa", "china" e alcunhas afins guardam em si grande similaridade com "preto" e "crioulo". Sob meu ponto de vista, artifícios que o homem branco usa para subjugar as demais etnias (também sofremos preconceito por parte do homem negro, mas ignoro isso em nome da camaradagem entre minorias).
Asiáticos sempre são retratados como CDFs, verdureiros, eletricistas, tintureiros ou, na maioria dos casos recentes, como mafiosos. Quando retratados em posições de prestígio, quase sempre possuem algum "desvio" sexual (tarados, pedófilos, etc, etc, etc...).
"Japoneses são inteligentes, são bons com dinheiro, são trabalhadores... "mas" tem o pau pequeno".
Sempre há um "mas" desqualificatório.
Quantos asiáticos estão em evidência nos grandes meios de comunicação de massa?
Sabrina Sato? Daniele Suzuki? O camaradinha oriental de Malhação?
São poucos.
Muito poucos.
Espero ser o próximo a integrar tão distinta "elite".
Pra "amarelar" um pouco mais o cenário.

Abração!

Bryan St. Martin

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Frases que mudaram o curso das civilizações...

" Adoro os filmes do Woody Allen. Só não gosto daquele velinho estressado que sempre tá nos filmes dele" (Desconhecido)


" Um brinde ao álcool. A solução e a causa de todos os problemas da vida" (Homer J. Simpson)


Em tempo, deixo aqui uma dúvida que surgiu hoje quando vi a apresentação do Simpsons. Todos sabem que os diversos Simpsons saem correndo do trabalho, da escola, do supermercado e vão pra casa desesperados. Entram na casa e saem correndo pra garantir seu lugar no sofá pra ver Simpsons. Isso seria metalinguísitica???

RELEMBRANDO!!!!! DIA 30 TEM Woohoos!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Diretamente do nosso último ensaio...

No ensaio do último sábado gravamos o vídeo pra mandar pro Luciano Huck (finalmente...).
A gente riu demais esse dia. As principais pérolas estão no vídeo abaixo.






Fizemos também uma Jam Session pra aquecer os músculos enquanto o Bryan arrumava os notebooks pra filmar tudo direitinho:





Abraço forte!!!

B.S.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Review VMB 2008

Fala moçada. Acabou que assisti ao VMB inteiro ontem. Confesso que me diverti bastante e em algumas passagens fiquei bem indignado.

Vamos ao review:

GERAL:
Apresentado novamente pelo Marcos Mion, não poderia ser ruim. O cara é "a cara" da MTV. Falem o que quiserem, mas o bicho tem carisma pra caralho e é até engraçado. Foi um evento bem engraçado. Marcos Mion entrou no palco do alto, com balões reclamando do GPS que não funcionava. Daí você já tira o nível que seria a parada. Quando caiu no palco encarnou a Vanessa da Mata, Di (NxZERO) e Chorão (aquele babaca do Charlie Brown Jr.).

O VMB desse ano veio pra provar que MTV tem melhorado bastante na organização de seus eventos. Calma gente, nos eventos. Ainda acho que eles pecam bastante na programação da TV.

Com a proposta de ser mais interativo, a platéia teve a oportunidade de escolher o que aconteceria em algumas partes da premiação, como quem seria imitado por Marcelo Adnet e o que Marcos Mion faria em seguida. A cada final de bloco, Adnet contava, em forma de música, o que havia acontecido no segmento anterior, na voz de gente como Sílvio Santos, Chorão , Cid Moreira e Dinho Ouro Preto.

Marcos Mion, por sua vez, foi obrigado pelo público a tirar a roupa. Terminou ao lado de seu sósia, "Mionzinho", inteiramente nu, exceto por um elefante de pelúcia sobre a genitália.

Outra escolha interessante do público foi a "Banda dos Sonhos", em que foram selecionados músicos de diversas procedências para formar uma banda na hora e tocar de improviso. Os escolhidos deste ano foram o baixista e o baterista dos Paralamas, Bi Ribeiro e João Barone, o guitarrista Chimbinha, da banda Calipso e, no vocal, Marcelo D2. O inusitado conjunto conseguiu encontrar um ponto comum no reggae e realizou uma jam session bem sucedida. NOTA 6,0. Se fosse considerar só a cozinha da banda dos sonhos, nota 9,0.

Algumas premiações previsíveis (comentarei mais pra frente) e muitas coisas inusitadas.

APRESENTAÇÕES AO VIVO:
Bem bacanas e bem executadas. Também, vários fizeram playback. O que eu acho inaceitável para um evento do porte e importância do VMB. A pior foir uma banda gringa batizada BLOC PARTY. Fiquei bem puto. Tudo bem, todo mundo já sabia que era playback. Mas os caras alucinaram. O vocalista ficava correndo sem nem fingir que tava cantando (e a voz rolando), o baixista batendo palma puxando a galera (e o baixo rolando), o vocalista inclusive caiu do palco, imprevisto que não alterou a execução da voz. Incrível não?! Achei que foi uma atitude muito anti-profissional. Uma apresentção completamente descompromissada. Eles estavam ali pra zuar, apenas. Fora que não gostei nem um pouco da música. NOTA 0 (ZERO!!!)

A banda do Júnior (sim sim, o irmão da Sandy) batizada NOVE MIL ANJOS tocou também. Creio que eles não tenham feito playback, mas não coloco minha mão no fogo. Não gostei muito da música que ouvi ("Chuva Agora", se não me engano) mas o baixista (Champignon, ex-Charlie Brown) manda demais. Puta merda!!! Ainda na banda temos: Peu Sousa (ex-Pitty) na guitarra e Perí, no vocal. PS para o corte de cabelo do Júnior. Ele agora é o Travis (ex-blink-182) em versão menor. Ah sim, o Júnior é o baterista, só pra constar. NOTA 5,5 pra passar de ano.

Mas entre os shows do VMB quem roubou a cena foi o BONDE DO ROLÊ. Show anunciado pelo trio de mulheres-fruta Daiane Cristina, a “jaca”, Ellen Cardoso, a “moranguinho”, e Renata Frisson, a “melão” (cara que peitos enormes da "melão"). Os funkeiros fizeram uma apresentação debochada ao lado de go go boys fortões. Foi muito engraçado. Esse também, assim como Ben Harper, não foi playback. NOTA 6,5.

Não vou comentar o show do Marcelo D2. O cara apareceu completamente louco e alucinado no palco. E sim, o dele foi playback. NOTA 0 (ZERO!!!)

Rolou também ao vivo Pitty e Cascadura, que prestaram uma homenagem à banda ÚTEROS EM FúRIA. Casacadura é até legal, tenho um cd dos caras. Rolou por último Fresno e Chitãozinho e Xororó, cantando "Evidências". Uma mistureba da porra. Esses dois foram bons. NOTA 7,0

Sem mais delongas, vamos às premiações e logo em seguida comentários sobre as mesmas:

Artista do Ano
NXZero - Arsenal/Universal

Artista Internacional do Ano
Paramore - Warner

Banda/Artista Revelação
Strike - Deckdisc

Aposta MTV
Garotas Suecas - Independente

Hit do Ano
NXZero - “Pela Última Vez ” - Arsenal/Universal

Melhor Show
Pitty - Deckdisc

Clipe do Ano
NXZero - “Pela Última Vez” - Diretores: Fabrizio Martinelli/Paulinho Caruso - Arsenal/Universal

Webhit
“Dança Do Quadrado”

Vc Fez
Fábio Vianna - “Uma Música”
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Os dois nomes mais indicados, Mallu Magalhães (uma verdadeira cocotinha de 16 anos) e Cachorro Grande voltaram para casa de mãos abanando.

Entre as premiações também foi prestada uma homenagem ao guitarrista do Sepultura, Andréas Kisser, que agradeceu com um solo ao vivo aos depoimentos em vídeo de artistas tão díspares quanto Roger Moreira do Ultrage a Rigor e a banda alemã de hard rock Scorpions, todos exaltando suas qualidades como músico.

Poisé como visto, entre as categorias mais importantes, as únicas que não ficaram nas mãos do NX Zero foram a de "Show do Ano", conquistada por Pitty e "Artista Internacional", que ficou com a banda de pop-punk norte-americana Paramore.

O NxZero é tão bom assim ou eles apenas têm apelo de público atualmente??? Os caras levam tudo há 2 anos!!!

Bom, é isso. Espero que vocês tenham tido paciência de ler tudo isso.

Preparem-se para votar na Woohoos! no VMB 2009.

Abraço forte

B.S.


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

MTV news

Pra quem não sabe, hoje, quinta, rola o VMB 2008.

O que será que vamos ter de surpresas nas premiações?!?!?!

Se eu assistir vai ser pelo show do Ben Harper!! A única coisa boa, pelo menos do que vi, que vai rolar!!!

Stay out of drugs!

Keep the good work!

Be safe!

Abraço forte

B.S.

O "Evangelho" por Bryan St. Martin

Meus pimpolhos,

Nosso querido baterista anda meio chocho.
Com a fé abalada.
Na Igreja de St. Martin, suas angústias encontram alento, meu filho!
Algumas palavras de consolo:

Não conseguimos.
Ainda.
Colocamos o carro na frente dos bois?
Não.
Fizemos escolhas ruins?
Sim.
Devemos nos arrepender ou desistir?
Jamais.

Nosso primeiro disco ficará pronto depois de 1 ano e meio. Mas descarto completamente a hipótese de considerá-lo um erro ou um carro na frente dos bois.
Nosso site, idem.
Nesse último ano aprendemos muito e, arrisco, mais do que qualquer outra banda.
É o tipo de conhecimento, de cancha, que só se conquista sangrando.
E como já sangramos...
Mas estamos consolidando nossa base.

Nossos investimentos ainda não deram frutos?
Não, mas darão.

Pouquíssimos shows, pouquíssima repercussão, nenhum dinheiro entrando. Mas estamos trabalhando.
Cada show deve ser com se fosse o último, como se nossas vidas dependessem daquilo. Porque, de fato, dependem. Eu já entendi isso, e prometo um show histórico para o próximo dia 30.
Poderíamos ter mais shows se topássemos tocar pelas manhãs cedo, se tivéssemos um set acústico ensaiado, se topássemos viagens para outras cidades, etc.
Lamentavelmente, dependemos dos nossos "day jobs" para custear nosso trabalho musical. E dois de nós ainda estão na "escola".
Certamente, tão logo as "balanças comerciais" se mostrem mais tendenciosas ao mercado musical, enfrentaremos outra discussão.
Quem vai? Quem fica?

Terão os demais melhores contatos?
Com certeza.
Mas nós mesmos não estamos utilizando os poucos que temos.

Sempre fui da filosofia de que "quem tem mais deve ajudar mais".
Seguindo-a, custeei uma grande parte do nosso trabalho.
Sigo fiel à mesma filosofia. Quem tem mais (seja quem for, seja o que for), deve ajudar mais.
Alguém discorda?

Empecilhos surgem e sempre surgirão.
E espero que continuem surgindo.
Só assim cresceremos.

Quando chegaremos lá? Por quanto tempo ficaremos lá?
Qual é o sentido da vida? Quais os mistérios do Universo?
Como acaba Lost?

6 meses? 1 ano? 10 anos?

Perguntas (ainda) sem resposta.
Mas afirmo:
Em breve teremos as respostas, se estivermos dispostos a continuar trabalhando e enfrentando todos os obstáculos à nossa frente.
Trilhando nosso próprio caminho.
Sem desânimo.
Sempre em frente.
Passo a passo.
Uma base sólida é sempre o primeiro passo.


Wassalamu aleikum!

Bryan St. Martin

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Qual o caminho, afinal?

Há 10 anos entre altos e baixos venho tentando me encontrar na música. Venho tentando ME encontrar. Em 2006, quando nos juntamos, eu, Guiga, Bryan e Bernardo, tudo começou a tomar uma forma. As coisas foram ficando mais sérias e nosso som e nossa postura na música mais profissionais. Evoluimos. Isso é um fato. Tanto como músicos e também como pessoas. De longe estamos mais "engajados na causa" e mais entrosados dentro e fora do estúdio. E isso só vem melhorando.

Mas de umas semanas pra cá venho notando que talvez não tenhamos aprendido alguma coisa desse ramo. Ou não tenhamos aprendido como se faz esse "negócio". Ou ainda, aprendemos, mas ainda estamos pecando em alguma coisa.

Gosto do nosso trabalho (às vezes) mais do que sexo, mas aprendi a sonhar com os pés no chão. Ultimamente tenho andado mais realista e mais racional, calculando as chances de "amanhã", literalmente ou daqui há 5 anos, estar no nosso lugar ao sol, ou ao pôr dele. O que foi mais poético para quem me lê.

Fico pensando se a gente, em algum momento, tomou (ou toma) as decisões erradas, ou se escolhemos os caminhos mais difíceis. Se nos precipitamos em algum momento, em alguma decisão. Se colocamos as carroças na frente dos bois. Será que estamos seguindo certo a receita inexistente do sucesso?

Digo isso não porque não estamos conseguindo nada. Pelo contrário, as oportunidades estão surgindo. Devagar e em pequeno número, mas estão. Mas o que me "encafifa" a cabeça é que outras pessoas do mesmo ramo profissional, às vezes até com menos tempo de estrada estão meio que "passando na frente" nessa longa estrada rumo ao profissionalismo, com 2, 3 shows por semana, alguns até remunerados, shows em outras cidades e outros shows que precisam recusar por falta de tempo e cansaço por excesso de shows (que sonho). Alguns de nossos amigos são excelentes músicos assim como eu considero que somos. Mas porque a Woohoos! não vai? Ou não foi, ainda?

Teriam eles melhores contatos? Melhores oportunidades? Mais oportunidades? Mais profissionalismo? Mais dedicação do que a gente? Ou estão no mesmo patamar da Woohoos! porém aprenderam mais rápido como tocar esse "negócio?"

Cada banda, cada pessoa, cada indivíduo tem a sua história. Será o começo da história da Woohoos! as dificuldades maiores do que todos? Será que vamos demorar à ascender mas vamos ficar lá em cima por mais tempo que os outros? Ou isso tudo será apenas mais um hobby que contaremos aos nossos filhos e netos?

Aos meus companheiros de banda/fãs, não se desesperem. Continuo sonhando forte e alto. Sem desânimos por parte deste anfíbio que vos fala. Afinal pra quem me conhece sabe que não conseguiria viver sem música. Mas precisava desse "desabafo".

E vamo que vamo!!!

Mudando o ano, 2009 é Woohoos!

Abraço forte

B.S.