Já chorei. Já gritei. Já juntei dinheiro. Já ligue pra todos os meus amigos. Já confirmei presença.
Ontem uma amiga me ligou com a notícial potencialmente a melhor desse ano.
Eu pensei que nunca ia conseguir ver isso nessa vida. Mas tornou-se realidade.
IRON MAIDEN confirmou 5 datas no Brasil. Rio de Janeiro, São Paulo e três cidades que eles nunca passaram antes: Manaus, Recife e BRASÌLIA!!!
BRASÌLIA PORRRAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! Ver o Iron na minha cidade vai ser du kralhowwww!!!!
Estou ansiosíssimo!!!!!!!
Thursday March 12 - MANAUS, Sambódromo
Saturday March 14 - RIO DE JANEIRO, Apoteose
Sunday March 15 - SAO PAULO, Autódromo de Interlagos
Wed March 18 RECIFE, Estádio Municipal
Fri March 20 BRASILIA, Brasilia Camping
UP THE IRONS!! Vejo vocês lá!!!!
Abraço forte
B.S.
sábado, 29 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Um pouco de atenção ao pleito do meu peito
Meus filhos,
Cheguei a uma encruzilhada na minha vida.
Escrevo o que quero escrever, faço o que quero fazer, canto o que quero cantar... ou faço o que se espera que eu faça?
"Ai, que cansativo isso. Esse cara não vai crescer nunca, sempre nessa lenga-lenga? O que tanto se espera de você?", alguns perguntarão.
Fato. Sou um disco riscado recheado de canções imaturas. Indo além, eu sou só mais um zé-ruela com um sonho que lhe rasga o peito e disposição pra dar a cara a tapa. Não só musicalmente, mas em diversos aspectos a minha vida. Mediocrezinho, mediocrezinho. Mais um, não "1", não "1º", não "o". Só mais um.
Foda prum leonino admitir uma coisa dessas.
Eu sou o cara cheio de potencial do colégio. Aquele que todos apontavam e diziam, "esse aí vai longe". Que achou que todas as portas do mundo iriam se abrir pra ele passar, fazer e acontecer. Eu sou o cara que se gabou das expectativas nele depositadas; que ficou sentado, esperando as coisas caírem do céu. Que achou que, não importa o que escolhesse, se daria bem, teria rios de dinheiro, sucesso, poder. Que hoje, não faz a mínima idéia de que caminho seguir, tendo tempo demais pra pensar e fazer besteira.
Estranho pressentir que desperdicei 1/4 da minha vida . 1/4, numa projeção otimista, supondo que eu chegarei aos cem. Bem, melhor do que pensar que o desperdício já chega à ordem de 1/3. Ou pior, 1/2...
Se eu cair morto agora, ficarei bem puto comigo, já que insisto em acreditar em alma, céu, inferno, e outros valores metafísicos, extracorpóreos. O que fiz na minha vida? O que fiz com a minha vida? Até agora?
Tentei, tentei, tentei, continuo tentando. Quebrei a cara, quebrei a cara, quebrei a cara, continuo quebrando a cara.
"Que que é isso?", dirão vários. "Você é um cara privilegiado, tem saúde, uma vida confortável, pôde ter estudo, se formou, se dá o luxo de não usar seu diploma, vive às custas dos pais, tá reclamando do quê, playboy de merda?".
Pois é. Talvez me faltem mais tapas na cara pra acordar, pra me tirar da inércia, pra fazer vencer o sedativo. Talvez todos os problemas, os perrengues, desamores, perdas e tragédias que enfrentei tenham sido proporcionalmente "poucos" se contrabalanceados aos "muitos" que a vida me deu. Mas pra minha pele, foram tantas, "muitas", suficientes pra tingir de cinza o céu cor-de-rosa que algumas pessoas devem achar que cobre a minha cabeça.
Por quê o que eu quero é o que eu não posso ter? (que, que, que, que, que, que, que...)
Por quê eu não me contento em perseguir o que as pessoas que-parecem-ser-felizes-das-janelas-dos-seus-carros parecem ter perseguido? E conseguido?
Por quê me cai tão bem o papel do pobrezinho, do coitadinho, do mártirzinho dessa história patética?
Por quê, San Martin?
Por quê, São Mártir, arauto da patuscada, da patacuada, da encruzilhada?
Por quê?
Acho, porque as certezas andam escassas, que é porque eu simplesmente não consigo me enxergar como o mediocrezinho que eu sei que sou, mas que não aceito que sou, nem me contento em ser.
Acho que é porque eu quero provar pra mim mesmo que eu posso ser aquele cara que pintavam nos retratos do meu futuro. Que podia conseguir o que quisesse, que chegaria longe, que teria rios de dinheiro, sucesso, poder.
Acho. Não, tenho certeza, uma escassa certeza de que o sonho que me rasga o peito é o mesmo sonho que me fará brilhar dentre todos os meus irmãos grãos de areia. Que esse sonho, o mesmo sonho que tantos outros sonham, é mais forte e vibrante, e me dará coragem pra continuar tentanto e quebrando a cara quantas vezes forem necessárias.
Cantando pra turbas de dez pessoas, em tablados de 2X2, sem ouvir aplausos, sem ouvir minha própria voz.
Até conseguir. Até chegar lá. Até balançar minha juba no palco, e ouvir a multidão cantando as músicas que eu escrevi.
Até conseguir tampar esse buraco que eu tenho no peito, que não me permite ser empresário, juiz, ministro, presidente da Coca-Cola, desta República ou de outra qualquer.
Que me empurra pro papel e caneta, pro violão, pro palco. Que me arremessa no abismo de incertezas, que dramalhão, que é tentar, até conseguir.
"Conseguir o quê?", perguntam.
Tudo, eu respondo.
Tudo. Começando por você. Já ouviu Woohoos! hoje?
Bryan St. Martin
Cheguei a uma encruzilhada na minha vida.
Escrevo o que quero escrever, faço o que quero fazer, canto o que quero cantar... ou faço o que se espera que eu faça?
"Ai, que cansativo isso. Esse cara não vai crescer nunca, sempre nessa lenga-lenga? O que tanto se espera de você?", alguns perguntarão.
Fato. Sou um disco riscado recheado de canções imaturas. Indo além, eu sou só mais um zé-ruela com um sonho que lhe rasga o peito e disposição pra dar a cara a tapa. Não só musicalmente, mas em diversos aspectos a minha vida. Mediocrezinho, mediocrezinho. Mais um, não "1", não "1º", não "o". Só mais um.
Foda prum leonino admitir uma coisa dessas.
Eu sou o cara cheio de potencial do colégio. Aquele que todos apontavam e diziam, "esse aí vai longe". Que achou que todas as portas do mundo iriam se abrir pra ele passar, fazer e acontecer. Eu sou o cara que se gabou das expectativas nele depositadas; que ficou sentado, esperando as coisas caírem do céu. Que achou que, não importa o que escolhesse, se daria bem, teria rios de dinheiro, sucesso, poder. Que hoje, não faz a mínima idéia de que caminho seguir, tendo tempo demais pra pensar e fazer besteira.
Estranho pressentir que desperdicei 1/4 da minha vida . 1/4, numa projeção otimista, supondo que eu chegarei aos cem. Bem, melhor do que pensar que o desperdício já chega à ordem de 1/3. Ou pior, 1/2...
Se eu cair morto agora, ficarei bem puto comigo, já que insisto em acreditar em alma, céu, inferno, e outros valores metafísicos, extracorpóreos. O que fiz na minha vida? O que fiz com a minha vida? Até agora?
Tentei, tentei, tentei, continuo tentando. Quebrei a cara, quebrei a cara, quebrei a cara, continuo quebrando a cara.
"Que que é isso?", dirão vários. "Você é um cara privilegiado, tem saúde, uma vida confortável, pôde ter estudo, se formou, se dá o luxo de não usar seu diploma, vive às custas dos pais, tá reclamando do quê, playboy de merda?".
Pois é. Talvez me faltem mais tapas na cara pra acordar, pra me tirar da inércia, pra fazer vencer o sedativo. Talvez todos os problemas, os perrengues, desamores, perdas e tragédias que enfrentei tenham sido proporcionalmente "poucos" se contrabalanceados aos "muitos" que a vida me deu. Mas pra minha pele, foram tantas, "muitas", suficientes pra tingir de cinza o céu cor-de-rosa que algumas pessoas devem achar que cobre a minha cabeça.
Por quê o que eu quero é o que eu não posso ter? (que, que, que, que, que, que, que...)
Por quê eu não me contento em perseguir o que as pessoas que-parecem-ser-felizes-das-janelas-dos-seus-carros parecem ter perseguido? E conseguido?
Por quê me cai tão bem o papel do pobrezinho, do coitadinho, do mártirzinho dessa história patética?
Por quê, San Martin?
Por quê, São Mártir, arauto da patuscada, da patacuada, da encruzilhada?
Por quê?
Acho, porque as certezas andam escassas, que é porque eu simplesmente não consigo me enxergar como o mediocrezinho que eu sei que sou, mas que não aceito que sou, nem me contento em ser.
Acho que é porque eu quero provar pra mim mesmo que eu posso ser aquele cara que pintavam nos retratos do meu futuro. Que podia conseguir o que quisesse, que chegaria longe, que teria rios de dinheiro, sucesso, poder.
Acho. Não, tenho certeza, uma escassa certeza de que o sonho que me rasga o peito é o mesmo sonho que me fará brilhar dentre todos os meus irmãos grãos de areia. Que esse sonho, o mesmo sonho que tantos outros sonham, é mais forte e vibrante, e me dará coragem pra continuar tentanto e quebrando a cara quantas vezes forem necessárias.
Cantando pra turbas de dez pessoas, em tablados de 2X2, sem ouvir aplausos, sem ouvir minha própria voz.
Até conseguir. Até chegar lá. Até balançar minha juba no palco, e ouvir a multidão cantando as músicas que eu escrevi.
Até conseguir tampar esse buraco que eu tenho no peito, que não me permite ser empresário, juiz, ministro, presidente da Coca-Cola, desta República ou de outra qualquer.
Que me empurra pro papel e caneta, pro violão, pro palco. Que me arremessa no abismo de incertezas, que dramalhão, que é tentar, até conseguir.
"Conseguir o quê?", perguntam.
Tudo, eu respondo.
Tudo. Começando por você. Já ouviu Woohoos! hoje?
Bryan St. Martin
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Análise - 5° Show - Rayuela - 17 de Novembro
Meus filhos,
Segue minha análise da última apresentação.
Local: Rayuela (412 Sul)
Data e Hora: 17 de Novembro, Segunda-Feira, 21:40h
Selist:
Hit The Road Jack (Ray Charles)
Bye-Bye
Feliz
NDOTP
A Seta e o Alvo (Paulinho Moska)
As Rosas Não Falam (Cartola)
Dor e Prazer
Fatos e Fatos
Black (Pearl Jam)
Volta
Análise:
Outro dia, antes do festival Planeta Terra, li uma entrevista com o baterista dos Kaiser Chiefs. Nela, ele dizia que eles dependiam do entusiasmo do público para tocar bem.
Bem, acho que o mesmo se aplica aos Woohoos!
Vamos aos fatos.
Chamamos os Deuses da Kaaba pra dividir a data com a gente. Eles levariam amplificadores pras guitarras, nós levaríamos bateria e amplificador pro baixo.
O amplificador do baixo... uma relíquia que estava quase dada como perdida, pertencente ao Guiga. Tinha acabado de voltar do conserto. Funcionou bem durante a passagem de som, mas recusou-se terminantemente a ligar na hora do show.
Atribuo a esse fato a responsabilidade de ter sido o ponta-pé inicial de uma apresentação que eu gostaria que não tivesse acontecido.
Pois bem, no sábado, descobrimos que a ponte do baixo do Bernardo estava empenada, o que "imprestabiliza" o instrumento. Por esse motivo, Bernardo tocou com um baixo emprestado pelo Gabriel, dos Bois de Gerião.
Pra melhorar a situação, eu estava com uma dor de garganta filha-da-puta. Tomei vitamina C suficiente prum mês, cepacaína, própolis, chazinhos dos mais variados sabores... em vão.
Por esse motivo, elaborei uma setlist que eliminava as músicas com mais punch, das quais eu não daria conta nem fodendo.
Tocamos numa segunda-feira, o "domingo" noturno de qualquer cidade que se preze. Chega o fim do dia, todo mundo quer ir pra casa descansar, ninguém pensa "ah, vou assistir o show de uma bandinha nova". Talvez numa quarta, nunca numa segunda.
Graças ao falecimento do amplificador, o baixo teve que ser conectado ao sistema P.A. , disputando espaço com minha voz e com o eventual violão.
Começamos o show com Hit the Road, Jack e Bye-Bye. Foram bastantes para que eu perceba que a maioria dos presentes (cerca de 25 pessoas) não tinha gostado nem um pouco da nossa performance. Eu tentei me aproximar do público, mas sua frieza e apatia fizeram com que todo meu ânimo voasse pela janela. Resultado: a partir daí, piloto automático.
Sem sacanagem, eu poderia parar a análise neste ponto, assim como eu tive vontade de parar o show. Se assim o tivesse feito, teria terminado a noite sem me sentir um bosta fracassado. Mas não vou parar de escrever, assim como insisti em continuar cantando.
Feliz e NDOTP, fracas. Nesse ponto, ao acabar de tocar as músicas, ficava olhando pras pessoas com cara de pidão, implorando por alguma manifestação, por alguma aceitação. Nada. Nada espontâneo, pelo menos. Os aplausos chegavam com um delay de quase 10 segundos, uma eternidade que esfregava na minha cara o fracasso daquela noite.
Prosseguindo, A Seta e o Alvo. Bela música. Não funcionou ao vivo. Não com a gente. Parecíamos uma decadente banda de churrascaria ruim. Quem quer que tenha ouvido, foi a primeira e única execução da música por esta banda.
As Rosas Não Falam foi um sopro de ânimo, mas já era tarde pra mim. O baixo-astral já tinha me contaminado de tal forma que não conseguia me entusiasmar nem um pouco. Não me baixou o santo. O santo já tinha ido pra cama - segunda-feira, sabe?, ele tem que acordar cedo na terça...
Dor e Prazer, correta. Fatos e Fatos sofreu com a minha falta de voz, soou pouco convincente. Após sua execução, fomos comunicados de que tínhamos somente mais duas músicas pra tocar. Assim, Sede e Nananana foram sumariamente cortadas da setlist, abrindo espaço pra "cereja da torta" da noite: Black.
Digo com toda a sinceridade que me cabe: sempre achei essa música um saco. Mas, sendo o Guiga um fã incondicional da trupe do Eddie Vedder, achei coerente sua escolha. Devo tê-la ouvido cerca de 100 vezes entre o sábado e a segunda-feira, até poucas horas antes do show (minha irmã pode testemunhar em meu favor).
Ainda assim, não decorei a letra da música. E isso ficou bastante evidente. Comecei esquecendo os dois últimos versos da primeira estrofe, depois fragmentos do refrão, até que sarcasticamente Black se tornou um grande branco na minha cabeça. Esse momento do show parece ter sido o único em que o público se divertiu com os Woohoos! Alguns cantavam a letra da música, outros gargalhavam. Eu me resignei a fechar os olhos e dar risada. Fazer o quê? Vesti a carapuça, pintei a minha cara, coloquei nariz vermelho e encarei o picadeiro...
Fechamos o show tocando Volta na velocidade 10, mais rápida que a bunda auto-consciente da Mulher Melancia. Atropelada. Mal tocada. Mal cantada. Horrível.
Sem sombra de dúvidas, nossa pior performance.
Ou melhor dizendo, minha pior performance.
No que volto a citar a declaração do baterista dos Kaiser Chiefs. Os Woohoos! dependem do entusiasmo do público para tocar bem.
Sendo mais específico: eu dependo do entusiasmo do público para cantar bem. E confesso que dependo muito disso. A falta de público, sua apatia, sua antipatia, tudo isso me afeta muito. Eu fico travado, paro de me mexer, esqueço a letra das músicas...
Me faltam muito mais de 20 mil léguas submarinas de experiência para encarar o palco e suas adversidades com o profissionalismo e naturalidade necessários ...
Covardia, imaturidade, chamem do que quiserem. Mas prefiro acreditar que fiascos como o da última segunda-feira se devem à falta de público.
Do contrário, terei que aceitar que eu sou um merda sem talento algum.
Pouparei meus companheiros dos meus comentários, permitindo a cada qual sua auto-crítica.
Atribuo, assim, nota à minha performance e às condições gerais da noite.
Nota: 2,0
No mais, os Deuses da Kaaba fizeram uma bela apresentação. Gosto muito de suas performances, sempre bastante seguras. São bem conscientes do som um do outro, funcionam muito bem como banda, cuidando um do outro. Criativos, talvez acabem sendo (injustamente) rotulados de "Los Hermanos do cerrado". Na verdade, são muito mais do que isso.
Demonstram domínio de seus instrumentos e grande capacidade para elaborar belas melodias. Não tem malícia pop, mas tampouco parecem estar preocupados com isso. Porém, impossível ficar impassivo diante de uma canção como A Língua do Mar, que embora não seja pop, tem muito apelo. Já está no rol das minhas favoritas.
Abração!
Bryan St. Martin
Segue minha análise da última apresentação.
Local: Rayuela (412 Sul)
Data e Hora: 17 de Novembro, Segunda-Feira, 21:40h
Selist:
Hit The Road Jack (Ray Charles)
Bye-Bye
Feliz
NDOTP
A Seta e o Alvo (Paulinho Moska)
As Rosas Não Falam (Cartola)
Dor e Prazer
Fatos e Fatos
Black (Pearl Jam)
Volta
Análise:
Outro dia, antes do festival Planeta Terra, li uma entrevista com o baterista dos Kaiser Chiefs. Nela, ele dizia que eles dependiam do entusiasmo do público para tocar bem.
Bem, acho que o mesmo se aplica aos Woohoos!
Vamos aos fatos.
Chamamos os Deuses da Kaaba pra dividir a data com a gente. Eles levariam amplificadores pras guitarras, nós levaríamos bateria e amplificador pro baixo.
O amplificador do baixo... uma relíquia que estava quase dada como perdida, pertencente ao Guiga. Tinha acabado de voltar do conserto. Funcionou bem durante a passagem de som, mas recusou-se terminantemente a ligar na hora do show.
Atribuo a esse fato a responsabilidade de ter sido o ponta-pé inicial de uma apresentação que eu gostaria que não tivesse acontecido.
Pois bem, no sábado, descobrimos que a ponte do baixo do Bernardo estava empenada, o que "imprestabiliza" o instrumento. Por esse motivo, Bernardo tocou com um baixo emprestado pelo Gabriel, dos Bois de Gerião.
Pra melhorar a situação, eu estava com uma dor de garganta filha-da-puta. Tomei vitamina C suficiente prum mês, cepacaína, própolis, chazinhos dos mais variados sabores... em vão.
Por esse motivo, elaborei uma setlist que eliminava as músicas com mais punch, das quais eu não daria conta nem fodendo.
Tocamos numa segunda-feira, o "domingo" noturno de qualquer cidade que se preze. Chega o fim do dia, todo mundo quer ir pra casa descansar, ninguém pensa "ah, vou assistir o show de uma bandinha nova". Talvez numa quarta, nunca numa segunda.
Graças ao falecimento do amplificador, o baixo teve que ser conectado ao sistema P.A. , disputando espaço com minha voz e com o eventual violão.
Começamos o show com Hit the Road, Jack e Bye-Bye. Foram bastantes para que eu perceba que a maioria dos presentes (cerca de 25 pessoas) não tinha gostado nem um pouco da nossa performance. Eu tentei me aproximar do público, mas sua frieza e apatia fizeram com que todo meu ânimo voasse pela janela. Resultado: a partir daí, piloto automático.
Sem sacanagem, eu poderia parar a análise neste ponto, assim como eu tive vontade de parar o show. Se assim o tivesse feito, teria terminado a noite sem me sentir um bosta fracassado. Mas não vou parar de escrever, assim como insisti em continuar cantando.
Feliz e NDOTP, fracas. Nesse ponto, ao acabar de tocar as músicas, ficava olhando pras pessoas com cara de pidão, implorando por alguma manifestação, por alguma aceitação. Nada. Nada espontâneo, pelo menos. Os aplausos chegavam com um delay de quase 10 segundos, uma eternidade que esfregava na minha cara o fracasso daquela noite.
Prosseguindo, A Seta e o Alvo. Bela música. Não funcionou ao vivo. Não com a gente. Parecíamos uma decadente banda de churrascaria ruim. Quem quer que tenha ouvido, foi a primeira e única execução da música por esta banda.
As Rosas Não Falam foi um sopro de ânimo, mas já era tarde pra mim. O baixo-astral já tinha me contaminado de tal forma que não conseguia me entusiasmar nem um pouco. Não me baixou o santo. O santo já tinha ido pra cama - segunda-feira, sabe?, ele tem que acordar cedo na terça...
Dor e Prazer, correta. Fatos e Fatos sofreu com a minha falta de voz, soou pouco convincente. Após sua execução, fomos comunicados de que tínhamos somente mais duas músicas pra tocar. Assim, Sede e Nananana foram sumariamente cortadas da setlist, abrindo espaço pra "cereja da torta" da noite: Black.
Digo com toda a sinceridade que me cabe: sempre achei essa música um saco. Mas, sendo o Guiga um fã incondicional da trupe do Eddie Vedder, achei coerente sua escolha. Devo tê-la ouvido cerca de 100 vezes entre o sábado e a segunda-feira, até poucas horas antes do show (minha irmã pode testemunhar em meu favor).
Ainda assim, não decorei a letra da música. E isso ficou bastante evidente. Comecei esquecendo os dois últimos versos da primeira estrofe, depois fragmentos do refrão, até que sarcasticamente Black se tornou um grande branco na minha cabeça. Esse momento do show parece ter sido o único em que o público se divertiu com os Woohoos! Alguns cantavam a letra da música, outros gargalhavam. Eu me resignei a fechar os olhos e dar risada. Fazer o quê? Vesti a carapuça, pintei a minha cara, coloquei nariz vermelho e encarei o picadeiro...
Fechamos o show tocando Volta na velocidade 10, mais rápida que a bunda auto-consciente da Mulher Melancia. Atropelada. Mal tocada. Mal cantada. Horrível.
Sem sombra de dúvidas, nossa pior performance.
Ou melhor dizendo, minha pior performance.
No que volto a citar a declaração do baterista dos Kaiser Chiefs. Os Woohoos! dependem do entusiasmo do público para tocar bem.
Sendo mais específico: eu dependo do entusiasmo do público para cantar bem. E confesso que dependo muito disso. A falta de público, sua apatia, sua antipatia, tudo isso me afeta muito. Eu fico travado, paro de me mexer, esqueço a letra das músicas...
Me faltam muito mais de 20 mil léguas submarinas de experiência para encarar o palco e suas adversidades com o profissionalismo e naturalidade necessários ...
Covardia, imaturidade, chamem do que quiserem. Mas prefiro acreditar que fiascos como o da última segunda-feira se devem à falta de público.
Do contrário, terei que aceitar que eu sou um merda sem talento algum.
Pouparei meus companheiros dos meus comentários, permitindo a cada qual sua auto-crítica.
Atribuo, assim, nota à minha performance e às condições gerais da noite.
Nota: 2,0
No mais, os Deuses da Kaaba fizeram uma bela apresentação. Gosto muito de suas performances, sempre bastante seguras. São bem conscientes do som um do outro, funcionam muito bem como banda, cuidando um do outro. Criativos, talvez acabem sendo (injustamente) rotulados de "Los Hermanos do cerrado". Na verdade, são muito mais do que isso.
Demonstram domínio de seus instrumentos e grande capacidade para elaborar belas melodias. Não tem malícia pop, mas tampouco parecem estar preocupados com isso. Porém, impossível ficar impassivo diante de uma canção como A Língua do Mar, que embora não seja pop, tem muito apelo. Já está no rol das minhas favoritas.
Abração!
Bryan St. Martin
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Review Rayuela 17/11/2008
Pelas minhas contas foi o penúltimo show de 2008.
Passamos o som, tudo redondinho. Na hora de começar o show, cadê o amplificador de baixo. O maldito queimou o fusível e nos deixou na mão. Tivemos que ligar o baixo em linha saturando a voz do Bryan que ficou apagada, segundo relatos.
O Bryan e eu precisamos nos olhar com mais afinco no começo de Hit The Road Jack. É um erro pequeno que ocorreu pela segunda vez no começo da música, mas perceptível.
Algumas pessoas que andavam sumidas dos nossos shows apareceram, no entanto não (ou)viram várias músicas pois fizemos um show bem menor pelo fato de ter sido numa segunda feira. Cortamos ainda SEDE e NANANA da lista para dar tempo dos nossos amigos Deuses da Kaaba subirem ao palco.
Como eu disse antes do show, ia ser praticamente um ensaio geral. Mas até que algumas cabeças foram.
Pretendemos fechar mais um show esse ano e aí tiraremos férias de apresentações. Nesse meio tempo vamos compor e acabar (assim esperamos) de mixar e masterizar o "chinese democracy" woohoosístico entitulado "Sobre Encontros e Despedidas".
Aos que esperam por 2009 e composições novas, nos aguardem, a Woohoos! vai soar diferente aos ouvidos de todos.
Nota do show: 6,0
Abraço Forte
B.S.
Passamos o som, tudo redondinho. Na hora de começar o show, cadê o amplificador de baixo. O maldito queimou o fusível e nos deixou na mão. Tivemos que ligar o baixo em linha saturando a voz do Bryan que ficou apagada, segundo relatos.
O Bryan e eu precisamos nos olhar com mais afinco no começo de Hit The Road Jack. É um erro pequeno que ocorreu pela segunda vez no começo da música, mas perceptível.
Algumas pessoas que andavam sumidas dos nossos shows apareceram, no entanto não (ou)viram várias músicas pois fizemos um show bem menor pelo fato de ter sido numa segunda feira. Cortamos ainda SEDE e NANANA da lista para dar tempo dos nossos amigos Deuses da Kaaba subirem ao palco.
Como eu disse antes do show, ia ser praticamente um ensaio geral. Mas até que algumas cabeças foram.
Pretendemos fechar mais um show esse ano e aí tiraremos férias de apresentações. Nesse meio tempo vamos compor e acabar (assim esperamos) de mixar e masterizar o "chinese democracy" woohoosístico entitulado "Sobre Encontros e Despedidas".
Aos que esperam por 2009 e composições novas, nos aguardem, a Woohoos! vai soar diferente aos ouvidos de todos.
Nota do show: 6,0
Abraço Forte
B.S.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
"Queen" a caminho do Brasil
Primeiro a explicação para as aspas em "Queen". Convenhamos né gente, alguém superar o Freddie Mercury é impossível!!!!
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Uma banda há mais de 20 anos fez, no Rio de Janeiro, um show que entrou para a história do rock. É o Queen, que hoje está novamente a caminho do Brasil, com a dura missão de preencher o espaço deixado pela morte do cantor Freddie Mercury.
Uma lendária banda de rock - que perdeu sua voz. Uma voz lendária, que estava sem banda. Paul Rodgers, ex-Free e Bad Company, se uniu a Brian May e Roger Taylor, guitarrista e baterista do Queen. Juntos, eles encontraram de novo o prazer de tocar seus grandes sucessos.
Brian May conta que a idéia de juntar Queen mais Paul Rodgers veio no show de 50 anos da guitarra Fender Stratocaster. A química entre eles pareceu perfeita.
O que começou com uma parceria para uma música, duas músicas, acabou virando uma turnê mundial. E depois de quatro anos com três músicos dessa qualidade convivendo diariamente, a criação vira um processo natural.
Londres foi o último show na Europa antes do Queen seguir caminho para a América do Sul. O inglês diz que está surpreso de ver que ainda há muita gente que não sabe quem Paul Rodgers é. “Muitos jovens que foram hoje vão ganhar o presente de ver o cara cantar”.
Pouco antes de subir ao palco, Paul confessa que é difícil entrar em cena depois de Freddie. Mas Roger Taylor conta que Paul era um dos cantores preferidos de Freddie Mercury. Vendo a gente junto, Freddie diria "uau! eles conseguiram o Paul Rodgers!".
No show, ninguém foge da lembrança de Freddie Mercury. Em memória do amigo morto, o Queen faz shows para arrecadar dinheiro para pesquisa e tratamento de Aids.
O Queen volta ao Brasil depois de 23 anos. Momentos que eles esperam reviver no Rio e em São Paulo
Fonte: globo.com/fantastico
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Agora eu me pergunto. Terei eu dinheiro para ver Iron Maiden e Queen no ano que vem??? Iron é certeza que eu vá, se eles não abusarem do preço pro "Queen" (o que eu acho utópico) eu irei no "Queen"
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Uma banda há mais de 20 anos fez, no Rio de Janeiro, um show que entrou para a história do rock. É o Queen, que hoje está novamente a caminho do Brasil, com a dura missão de preencher o espaço deixado pela morte do cantor Freddie Mercury.
Uma lendária banda de rock - que perdeu sua voz. Uma voz lendária, que estava sem banda. Paul Rodgers, ex-Free e Bad Company, se uniu a Brian May e Roger Taylor, guitarrista e baterista do Queen. Juntos, eles encontraram de novo o prazer de tocar seus grandes sucessos.
Brian May conta que a idéia de juntar Queen mais Paul Rodgers veio no show de 50 anos da guitarra Fender Stratocaster. A química entre eles pareceu perfeita.
O que começou com uma parceria para uma música, duas músicas, acabou virando uma turnê mundial. E depois de quatro anos com três músicos dessa qualidade convivendo diariamente, a criação vira um processo natural.
Londres foi o último show na Europa antes do Queen seguir caminho para a América do Sul. O inglês diz que está surpreso de ver que ainda há muita gente que não sabe quem Paul Rodgers é. “Muitos jovens que foram hoje vão ganhar o presente de ver o cara cantar”.
Pouco antes de subir ao palco, Paul confessa que é difícil entrar em cena depois de Freddie. Mas Roger Taylor conta que Paul era um dos cantores preferidos de Freddie Mercury. Vendo a gente junto, Freddie diria "uau! eles conseguiram o Paul Rodgers!".
No show, ninguém foge da lembrança de Freddie Mercury. Em memória do amigo morto, o Queen faz shows para arrecadar dinheiro para pesquisa e tratamento de Aids.
O Queen volta ao Brasil depois de 23 anos. Momentos que eles esperam reviver no Rio e em São Paulo
Fonte: globo.com/fantastico
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Agora eu me pergunto. Terei eu dinheiro para ver Iron Maiden e Queen no ano que vem??? Iron é certeza que eu vá, se eles não abusarem do preço pro "Queen" (o que eu acho utópico) eu irei no "Queen"
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Watchmen
Meus camaradinhas,
Ao terminar de assistir o novo trailer da versão cinematográfica de Watchmen (para os desavisados, simplesmente a melhor graphic novel de todos os tempos - Maus, vem em honroso segundo lugar) só pude esboçar uma reação:
- Caralho...
Sensacional, o trailer conta toda a história, sem revelar muito a quem não leu a graphic novel.
Usa de maneira fantástica "Take a Bow", do Muse, como trilha sonora. Depois da aplicação de "The Beggining is the End is the Beggining" no primeiro trailer (versão sombria de " The End is the Begginning is the End", dos Smashing Pumpkins, da trilha sonora do horrendo Batman e Robin) achava difícil superar a escolha musical. Eis que eu estava completamente errado.
É isso. A overdose de superlativos revela que mal posso conter minha ansiedade para testemunhar a obra-prima de Alan Moore e Dave Gibbons "transferida" para as telas do cinema.
Para os que ficaram curiosos, seguem os links.
Resoluções:
480p: http://playlist.yahoo.com/makeplaylist.dll?sid=75031206&sdm=web&pt=rd
720p: http://playlist.yahoo.com/makeplaylist.dll?sid=75031207&sdm=web&pt=rd
1080p: http://playlist.yahoo.com/makeplaylist.dll?sid=75031208&sdm=web&pt=rd
Abração!
Bryan St. Martin
Ao terminar de assistir o novo trailer da versão cinematográfica de Watchmen (para os desavisados, simplesmente a melhor graphic novel de todos os tempos - Maus, vem em honroso segundo lugar) só pude esboçar uma reação:
- Caralho...
Sensacional, o trailer conta toda a história, sem revelar muito a quem não leu a graphic novel.
Usa de maneira fantástica "Take a Bow", do Muse, como trilha sonora. Depois da aplicação de "The Beggining is the End is the Beggining" no primeiro trailer (versão sombria de " The End is the Begginning is the End", dos Smashing Pumpkins, da trilha sonora do horrendo Batman e Robin) achava difícil superar a escolha musical. Eis que eu estava completamente errado.
É isso. A overdose de superlativos revela que mal posso conter minha ansiedade para testemunhar a obra-prima de Alan Moore e Dave Gibbons "transferida" para as telas do cinema.
Para os que ficaram curiosos, seguem os links.
Resoluções:
480p: http://playlist.yahoo.com/makeplaylist.dll?sid=75031206&sdm=web&pt=rd
720p: http://playlist.yahoo.com/makeplaylist.dll?sid=75031207&sdm=web&pt=rd
1080p: http://playlist.yahoo.com/makeplaylist.dll?sid=75031208&sdm=web&pt=rd
Abração!
Bryan St. Martin
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Rayuela - 17 de Novembro - Woohoos! e Deuses da Kaaba - O retorno
Camaradinhas meus,
Acabo de receber resposta ao convite que fiz aos nossos camaradas da Deuses da Kaaba.
Sim, os mesmos aos quais fiz elogios dias atrás.
Eles tocarão conosco no show do próximo dia 17 de Novembro, segundona malvada e cruel.
Então é isso:
Woohoos! e Deuses da Kaaba - Rayuela - 17/11 - 21h - Ingresso: R$10,00
Levem a grana pro ingresso em dinheiro, visto que o Rayuela não aceita que o pagamento seja feito por meio de cartão de crédito ou débito. Outros métodos tampouco aceitos: vale-transporte, vale-alimentação, cheque próprio, de terceiros ou de outras praças, nota promissória, fiado, favores sexuais, lavagem de louça, etc.
Mas bebidinhas e comidinhas podem ser pagas por (quase)todos os métodos acima mencionados.
Não tendo mais nada a tratar, encerro esta entrada no blog, antes convocando todos os assíduos leitores deste bufão "cantador" de histórias para o evento alardeado.
Abração!
Bryan St. Martin
Acabo de receber resposta ao convite que fiz aos nossos camaradas da Deuses da Kaaba.
Sim, os mesmos aos quais fiz elogios dias atrás.
Eles tocarão conosco no show do próximo dia 17 de Novembro, segundona malvada e cruel.
Então é isso:
Woohoos! e Deuses da Kaaba - Rayuela - 17/11 - 21h - Ingresso: R$10,00
Levem a grana pro ingresso em dinheiro, visto que o Rayuela não aceita que o pagamento seja feito por meio de cartão de crédito ou débito. Outros métodos tampouco aceitos: vale-transporte, vale-alimentação, cheque próprio, de terceiros ou de outras praças, nota promissória, fiado, favores sexuais, lavagem de louça, etc.
Mas bebidinhas e comidinhas podem ser pagas por (quase)todos os métodos acima mencionados.
Não tendo mais nada a tratar, encerro esta entrada no blog, antes convocando todos os assíduos leitores deste bufão "cantador" de histórias para o evento alardeado.
Abração!
Bryan St. Martin
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Show no Rayuela - 17 de Novembro
Meus filhos,
Fui voto vencido. Nada de Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Vinícius de Moraes...
Em princípio, entraram Paulinho Moska (A Seta e o Alvo) e Pearl Jam (Black).
Boas músicas.
Venham conferir na próxima segunda-feira, dia 17 de novembro, no Rayuela (412 Sul), por volta das 21h.
Alguns dirão: segunda-feira??? Ao que respondo: pois é, foi mal...
Mas aí vai o incentivo: após terminar o primeiro dia da semana já com nhaca do trabalho, venha recarregar as energias com os Woohoos! ...
Foi fraca essa.
Mas bem intencionada.
Enfim, se não estiver fazendo nada, com alguma disposição e dez reais sobrando no bolso, venha assistir os Woohoos! no Rayuela, 412 Sul, no dia 17 de novembro, às 21h.
Abração!
Bryan St. Martin.
Fui voto vencido. Nada de Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Vinícius de Moraes...
Em princípio, entraram Paulinho Moska (A Seta e o Alvo) e Pearl Jam (Black).
Boas músicas.
Venham conferir na próxima segunda-feira, dia 17 de novembro, no Rayuela (412 Sul), por volta das 21h.
Alguns dirão: segunda-feira??? Ao que respondo: pois é, foi mal...
Mas aí vai o incentivo: após terminar o primeiro dia da semana já com nhaca do trabalho, venha recarregar as energias com os Woohoos! ...
Foi fraca essa.
Mas bem intencionada.
Enfim, se não estiver fazendo nada, com alguma disposição e dez reais sobrando no bolso, venha assistir os Woohoos! no Rayuela, 412 Sul, no dia 17 de novembro, às 21h.
Abração!
Bryan St. Martin.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Pensando em covers...
Meus filhos,
A insistência para que façamos covers tem tirado meu sono.
"Covers de quem???", pergunta o Bryanzinho interior.
Ambos meu anjo da guarda e meu diabo da guarda (!) respondem, gritando em consenso: "cover é o caralho!!!".
Meu orixá mostra-se um tanto indeciso quanto à questão.
Eis que, no alto do livre arbítrio que me foi presenteado pelo Criador, respondo:
Sim, faremos covers.
??????????????????
Pois é, mas não pensem que me dobrei diante da vontade da opressora maioria.
Como porta-voz da atrevida minoria, atesto que faremos covers sim senhor, mas que estas serão feitas nos termos destes ordinários Woohoos! que, na verdade, só querem ser ouvidos.
Assim, anuncio que tenho pensado nas covers que executaremos, temendo, porém, que estas não virão a interferir em nada no atual status da nossa popularidade.
Como prometi, não serão óbvias as escolhas.
Não atenderão ao grande público, embora por ele nutramos paixão (por ora) platônica.
Não prestarão homenagens aos freqüentadores das Dez Mais de rádio alguma, embora desejemos ardorosamente sermos, nós mesmos, habitués dessas paradas de sucesso.
Assim como não foi óbvia a escolha de Cartola e Ray Charles, com as magníficas As Rosas Não Falam e Hit The Road, Jack , não me parecem óbvias as seguintes escolhas:
- Beija Eu, Marisa Monte
- Mentiras, Adriana Calcanhoto
E, minha preferida,
- O Canto de Ossanha, Vinícius de Moraes
Bem, por ora, só consegui pensar nessas...
Abração!
Bryan St. Martin
A insistência para que façamos covers tem tirado meu sono.
"Covers de quem???", pergunta o Bryanzinho interior.
Ambos meu anjo da guarda e meu diabo da guarda (!) respondem, gritando em consenso: "cover é o caralho!!!".
Meu orixá mostra-se um tanto indeciso quanto à questão.
Eis que, no alto do livre arbítrio que me foi presenteado pelo Criador, respondo:
Sim, faremos covers.
??????????????????
Pois é, mas não pensem que me dobrei diante da vontade da opressora maioria.
Como porta-voz da atrevida minoria, atesto que faremos covers sim senhor, mas que estas serão feitas nos termos destes ordinários Woohoos! que, na verdade, só querem ser ouvidos.
Assim, anuncio que tenho pensado nas covers que executaremos, temendo, porém, que estas não virão a interferir em nada no atual status da nossa popularidade.
Como prometi, não serão óbvias as escolhas.
Não atenderão ao grande público, embora por ele nutramos paixão (por ora) platônica.
Não prestarão homenagens aos freqüentadores das Dez Mais de rádio alguma, embora desejemos ardorosamente sermos, nós mesmos, habitués dessas paradas de sucesso.
Assim como não foi óbvia a escolha de Cartola e Ray Charles, com as magníficas As Rosas Não Falam e Hit The Road, Jack , não me parecem óbvias as seguintes escolhas:
- Beija Eu, Marisa Monte
- Mentiras, Adriana Calcanhoto
E, minha preferida,
- O Canto de Ossanha, Vinícius de Moraes
Bem, por ora, só consegui pensar nessas...
Abração!
Bryan St. Martin
Mais um show em Novembro!!!

Sempre lembrando que quando chegar mais perto eu posto de novo pra ninguém esquecer.
Abraço Forte
B.S.
domingo, 2 de novembro de 2008
Deuses da Kaaba
Meus filhinhos,
Parabenizo nossos amigos da Deuses da Kaaba, que levaram o troféu no GaloisFest deste sábado, 01/11.
Banda criativa e carismática, mereceu o reconhecimento.
Não é preciso recomendá-la, mas em todo caso:
Ouçam Deuses da Kaaba!!!!!
Abração!
Bryan St. Martin
Parabenizo nossos amigos da Deuses da Kaaba, que levaram o troféu no GaloisFest deste sábado, 01/11.
Banda criativa e carismática, mereceu o reconhecimento.
Não é preciso recomendá-la, mas em todo caso:
Ouçam Deuses da Kaaba!!!!!
Abração!
Bryan St. Martin
Review - 4º Show - Colégio GALOIS - 01 de Novembro - Projeto Escola Show
(Brevíssimo Review para questões de atualização do blog)
Mais um show nesse final de semana. Na minha visão, show espetacular. O público era diferente do que estávamos costumados a ver. Eram rostos desconhecidos. Várias pessoas ouviram, conheceram e gostaram de Woohoos!
Um show com direito à mosh e a galera gritando e dançando na frente do palco. (Pediram até pro Bryan pular no mosh, mas ele não quis..hehehehe...tudo bem. Temos que preservar a saúde dos integrantes da Woohoos!)
Novamente nossa versão de "As Rosas Não Falam" fez sucesso. Ouvi um "Salve Cartola" lá no fundo do ginásio.
Tudo isso pelo Projeto Escola Show, do Márcio Pinheiro, que nos convidou a finalizar o evento da Mini Onu.
Nota 7,5
Abraço Forte
B.S.
Mais um show nesse final de semana. Na minha visão, show espetacular. O público era diferente do que estávamos costumados a ver. Eram rostos desconhecidos. Várias pessoas ouviram, conheceram e gostaram de Woohoos!
Um show com direito à mosh e a galera gritando e dançando na frente do palco. (Pediram até pro Bryan pular no mosh, mas ele não quis..hehehehe...tudo bem. Temos que preservar a saúde dos integrantes da Woohoos!)
Novamente nossa versão de "As Rosas Não Falam" fez sucesso. Ouvi um "Salve Cartola" lá no fundo do ginásio.
Tudo isso pelo Projeto Escola Show, do Márcio Pinheiro, que nos convidou a finalizar o evento da Mini Onu.
Nota 7,5
Abraço Forte
B.S.
4º Show - Encerramento do Simulois - Galois - 01/11/08
Meus filhinhos,
Segue a análise do quarto show da banda. Algo extensa e melodramática, mas peço que leiam na íntegra.
Evento: Encerramento do Simulois (Escola-Show)
Local: Colégio Galois 902 Sul
Horário: 22:30h
Setlist:
Hit The Road, Jack (Ray Charles)
Bye Bye
Volta
Nananana
Não Deixe o Tempo Passar
As Rosas Não Falam (Cartola)
Feliz
Sobre Encontros e Despedidas
Toda História Chega Ao seu Fim (bis)
Análise:
Guardo sentimentos muito dúbios e conflitantes a respeito deste show, nossa primeira participação no Projeto Escola Show.
O local: ginásio esportivo do Colégio Galois. Encerraríamos o Simulois, que pelo que pude entender, é uma iniciativa da Unesco para que os estudantes passem a desenvolver consciência política, "simulando" a ONU. Contava com uma mini feira dos povos, com quitutes variados que visavam representar os países "simulados".
Nosso papel: encerrar o evento.
Recebemos o convite do Márcio Pinheiro na última quinta-feira, antes do show do Rayuela. Topamos na hora, lógico. Por alguns momentos, chegamos a acreditar que tocaríamos no GaloisFest, festival do Colégio Galois marcado para a mesma noite de sábado, que contaria com nomes já em destaque da cena musical de Brasília.
Bem, não foi o caso, obviamente.
Enfim, aos fatos.
Passamos o som às 17h e contamos com uma estrutura de som e palco excelentes. Profissionais atentos e eficientes tomaram conta do serviço, bem executado. Eu estava agitado, pois dali a uma hora teria que buscar meus pais no aeroporto. Mas eles perderam o vôo, o que permitiu que trabalhássemos com tranqüilidade.
Durante a passagem de som, a fonte dos pedais de efeito do Guiga queimou. Como o Sapo tinha que pegar sua mãe no Pipa Bar, fomos apenas eu, o Bernardo e o Guiga ao Shopping Pátio Brasil para comprar uma nova fonte. Para tanto, usamos o "troquinho" que faturamos no Rayuela.
21:30h, pontualmente, chegamos ao Galois. Circulamos um pouco, afinamos os instrumentos e, finalmente, por volta de 22:30h, começamos a tocar.
Tocamos essencialmente para rostos conhecidos, já que a enorme maioria dos participantes do evento que ainda restavam no recinto:
(1) tinham vontade de ir embora
(2) arrumavam suas coisas para ir embora
(3) estavam indo embora
(4) mostravam indiferença
Com certa tristeza, pude assistir às manifestações de tédio de alguns espectadores durante o show. Mas o que não mata, fortalece, certo?
Começamos com Hit The Road, Jack, seguida de Bye Bye. Alguns deslizes na nossa execução, mas OK. Seguimos com Volta e Nananana, bem executadas. Algumas pessoas dançavam e pareciam gostar das músicas.
NDOTP e As Rosas Não Falam contaram com a maldição do cabo do violão, que eu pisei diversas vezes, desconectando-o idem vezes. Nesse ponto, enquanto algumas pessoas se divertiam conversando entre si, inesperadamente, outras se aproximaram e formaram um grupinho à frente do palco.
Seguimos com Feliz, bacana, e Sobre Encontros e Despedidas, idem. Antes de SEED, o grupo à frente do palco insistia para que saltasse do palco, moshpit style. Me recusei, temendo ser vítima de uma brincadeira de mau gosto. Sinceramente, não acho que estava errado. O senso de auto-preservação falou mais alto.
O público pediu bis, tocamos THCASF. Fim de show, foto pra posteridade, viola no saco, fim.
No geral, a banda se mostrou mais segura e segurou a onda de tocar prum ginásio vazio. Sapo esteve irretocável, Guiga idem. Bernardo estava muito contido e meio inseguro no começo do show, mas acabou se encontrando.
Quanto a mim, tentei me movimentar bastante pelo grande palco, explorando novas possibilidades performáticas com o uso do pedestal do microfone. De fato, a cada show, fico mais confiante, com mais vontade de tentar coisas novas no palco, de testar a reação do público. Misteriosamente, minha boca estava incrívelmente seca, o que me fez beber, com facilidade, cerca de quatro litros d'água entre as 17h e o horário do término do show. Essa condição não atrapalhou minha performance vocal, felizmente. Minha insistência em pisar no cabo do violão precisa ser consertada. Num próximo show, isso será imperdoável.
Ainda não consigo me "conectar" eficientemente com o público. Refletindo e repassando o show na minha cabeça, sei que poderia ter aproximado melhor a banda das pessoas presentes. Falha grave, fruto da pouca experiência. Isso não acontecerá novamente.
Usei o mesmo figurino da quinta-feira e confesso que me senti meio ridículo, meio tiozão. O look que funcionou na quinta foi um desastre no sábado. Acho que transmitiu a idéia errada. Talvez esteja sendo muito auto-crítico. Posso estar enganado...
De toda forma, atentei ao óbvio: cada show é um show, sendo fundamental ter consciência do público. O que funciona num show pode não funcionar noutro, e vice-versa. O repertório precisa atender e apelar ao público presente; postura e imagem, idem.
Conclusão:
Ao passo que fiquei contente com a oportunidade de tocar nesse evento e com a possibilidade de mostrar nossas músicas a um público novo, me decepcionei com a pouca receptividade dos presentes e com o número de espectadores: pelos meus cálculos, flutuantemente, umas 50/60 pessoas, restando, ao fim do show, cerca de 30 pessoas. Descontadas as pessoas queridas que nos apóiam e estão sempre presentes, umas 15 pessoas ficaram até o fim, seja porque gostaram, seja porque suas mães ainda não tinham chegado para buscá-las. Independentemente de seus motivos, pareciam estar se divertindo.
Ironias à parte, continuo acreditando que estamos no caminho certo. Ganhando experiência, aprendendo a ser profissionais. Continuo irredutível quanto à nossa postura diante de covers: não somos uma banda de baile. Temos nosso trabalho autoral e devemos lutar para que este chegue ao ouvido da maior quantidade de pessoas possível.
Se tocarmos covers, que sejam inusitadas, coerentes à nossa bagagem, ao nosso estilo e proposta. É evidente que precisamos incorporá-los, mas nos nossos termos. Tenho muito orgulho de nossas músicas e das versões que fizemos de Hit The Road, Jack e As Rosas Não Falam. Aliás, esta música rendeu o único elogio espontâneo que ouvi após este show. Sendo inevitável tocar as músicas dos outros, que elas tenham a nossa cara, e sejam executadas à nossa maneira. Não acho que esteja errado por pensar assim.
Enfim, mesmo contando com um bela estrutura, tivemos pouco público. Mais pessoas ouviram nossas músicas, mas não estou certo se de fato as alcançamos. E apesar do tédio e indiferença de alguns, acho que atingimos nossos objetivos com esse show: estrear no Projeto Escola-Show e ganhar mais experiência de palco. De sobra, tivemos uma aula de como lidar com a rejeição e apatia do público.
Nota: 4,0
Agradecimentos especiais às compreensivas namoradas Woohoos! (Alice, Lívia e Polly, amamos muito vocês!), ao Buza (fiel escudeiro), à Lud (ruiva fã de carteirinha) e ao Marcelo (irmão do Guiga e aliciador de novas audiências). Sem sacanagem, é do apoio de vocês que depende a nossa coragem pra continuar seguindo em frente. Obrigado de coração.
Abração!
Bryan St. Martin
Segue a análise do quarto show da banda. Algo extensa e melodramática, mas peço que leiam na íntegra.
Evento: Encerramento do Simulois (Escola-Show)
Local: Colégio Galois 902 Sul
Horário: 22:30h
Setlist:
Hit The Road, Jack (Ray Charles)
Bye Bye
Volta
Nananana
Não Deixe o Tempo Passar
As Rosas Não Falam (Cartola)
Feliz
Sobre Encontros e Despedidas
Toda História Chega Ao seu Fim (bis)
Análise:
Guardo sentimentos muito dúbios e conflitantes a respeito deste show, nossa primeira participação no Projeto Escola Show.
O local: ginásio esportivo do Colégio Galois. Encerraríamos o Simulois, que pelo que pude entender, é uma iniciativa da Unesco para que os estudantes passem a desenvolver consciência política, "simulando" a ONU. Contava com uma mini feira dos povos, com quitutes variados que visavam representar os países "simulados".
Nosso papel: encerrar o evento.
Recebemos o convite do Márcio Pinheiro na última quinta-feira, antes do show do Rayuela. Topamos na hora, lógico. Por alguns momentos, chegamos a acreditar que tocaríamos no GaloisFest, festival do Colégio Galois marcado para a mesma noite de sábado, que contaria com nomes já em destaque da cena musical de Brasília.
Bem, não foi o caso, obviamente.
Enfim, aos fatos.
Passamos o som às 17h e contamos com uma estrutura de som e palco excelentes. Profissionais atentos e eficientes tomaram conta do serviço, bem executado. Eu estava agitado, pois dali a uma hora teria que buscar meus pais no aeroporto. Mas eles perderam o vôo, o que permitiu que trabalhássemos com tranqüilidade.
Durante a passagem de som, a fonte dos pedais de efeito do Guiga queimou. Como o Sapo tinha que pegar sua mãe no Pipa Bar, fomos apenas eu, o Bernardo e o Guiga ao Shopping Pátio Brasil para comprar uma nova fonte. Para tanto, usamos o "troquinho" que faturamos no Rayuela.
21:30h, pontualmente, chegamos ao Galois. Circulamos um pouco, afinamos os instrumentos e, finalmente, por volta de 22:30h, começamos a tocar.
Tocamos essencialmente para rostos conhecidos, já que a enorme maioria dos participantes do evento que ainda restavam no recinto:
(1) tinham vontade de ir embora
(2) arrumavam suas coisas para ir embora
(3) estavam indo embora
(4) mostravam indiferença
Com certa tristeza, pude assistir às manifestações de tédio de alguns espectadores durante o show. Mas o que não mata, fortalece, certo?
Começamos com Hit The Road, Jack, seguida de Bye Bye. Alguns deslizes na nossa execução, mas OK. Seguimos com Volta e Nananana, bem executadas. Algumas pessoas dançavam e pareciam gostar das músicas.
NDOTP e As Rosas Não Falam contaram com a maldição do cabo do violão, que eu pisei diversas vezes, desconectando-o idem vezes. Nesse ponto, enquanto algumas pessoas se divertiam conversando entre si, inesperadamente, outras se aproximaram e formaram um grupinho à frente do palco.
Seguimos com Feliz, bacana, e Sobre Encontros e Despedidas, idem. Antes de SEED, o grupo à frente do palco insistia para que saltasse do palco, moshpit style. Me recusei, temendo ser vítima de uma brincadeira de mau gosto. Sinceramente, não acho que estava errado. O senso de auto-preservação falou mais alto.
O público pediu bis, tocamos THCASF. Fim de show, foto pra posteridade, viola no saco, fim.
No geral, a banda se mostrou mais segura e segurou a onda de tocar prum ginásio vazio. Sapo esteve irretocável, Guiga idem. Bernardo estava muito contido e meio inseguro no começo do show, mas acabou se encontrando.
Quanto a mim, tentei me movimentar bastante pelo grande palco, explorando novas possibilidades performáticas com o uso do pedestal do microfone. De fato, a cada show, fico mais confiante, com mais vontade de tentar coisas novas no palco, de testar a reação do público. Misteriosamente, minha boca estava incrívelmente seca, o que me fez beber, com facilidade, cerca de quatro litros d'água entre as 17h e o horário do término do show. Essa condição não atrapalhou minha performance vocal, felizmente. Minha insistência em pisar no cabo do violão precisa ser consertada. Num próximo show, isso será imperdoável.
Ainda não consigo me "conectar" eficientemente com o público. Refletindo e repassando o show na minha cabeça, sei que poderia ter aproximado melhor a banda das pessoas presentes. Falha grave, fruto da pouca experiência. Isso não acontecerá novamente.
Usei o mesmo figurino da quinta-feira e confesso que me senti meio ridículo, meio tiozão. O look que funcionou na quinta foi um desastre no sábado. Acho que transmitiu a idéia errada. Talvez esteja sendo muito auto-crítico. Posso estar enganado...
De toda forma, atentei ao óbvio: cada show é um show, sendo fundamental ter consciência do público. O que funciona num show pode não funcionar noutro, e vice-versa. O repertório precisa atender e apelar ao público presente; postura e imagem, idem.
Conclusão:
Ao passo que fiquei contente com a oportunidade de tocar nesse evento e com a possibilidade de mostrar nossas músicas a um público novo, me decepcionei com a pouca receptividade dos presentes e com o número de espectadores: pelos meus cálculos, flutuantemente, umas 50/60 pessoas, restando, ao fim do show, cerca de 30 pessoas. Descontadas as pessoas queridas que nos apóiam e estão sempre presentes, umas 15 pessoas ficaram até o fim, seja porque gostaram, seja porque suas mães ainda não tinham chegado para buscá-las. Independentemente de seus motivos, pareciam estar se divertindo.
Ironias à parte, continuo acreditando que estamos no caminho certo. Ganhando experiência, aprendendo a ser profissionais. Continuo irredutível quanto à nossa postura diante de covers: não somos uma banda de baile. Temos nosso trabalho autoral e devemos lutar para que este chegue ao ouvido da maior quantidade de pessoas possível.
Se tocarmos covers, que sejam inusitadas, coerentes à nossa bagagem, ao nosso estilo e proposta. É evidente que precisamos incorporá-los, mas nos nossos termos. Tenho muito orgulho de nossas músicas e das versões que fizemos de Hit The Road, Jack e As Rosas Não Falam. Aliás, esta música rendeu o único elogio espontâneo que ouvi após este show. Sendo inevitável tocar as músicas dos outros, que elas tenham a nossa cara, e sejam executadas à nossa maneira. Não acho que esteja errado por pensar assim.
Enfim, mesmo contando com um bela estrutura, tivemos pouco público. Mais pessoas ouviram nossas músicas, mas não estou certo se de fato as alcançamos. E apesar do tédio e indiferença de alguns, acho que atingimos nossos objetivos com esse show: estrear no Projeto Escola-Show e ganhar mais experiência de palco. De sobra, tivemos uma aula de como lidar com a rejeição e apatia do público.
Nota: 4,0
Agradecimentos especiais às compreensivas namoradas Woohoos! (Alice, Lívia e Polly, amamos muito vocês!), ao Buza (fiel escudeiro), à Lud (ruiva fã de carteirinha) e ao Marcelo (irmão do Guiga e aliciador de novas audiências). Sem sacanagem, é do apoio de vocês que depende a nossa coragem pra continuar seguindo em frente. Obrigado de coração.
Abração!
Bryan St. Martin
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