quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Minhas impressões

Demorei um bocado pra escrever aqui sobre o show do McDia Feliz. Não foi por motivo outro senão pela crença na ausência de ter o que acrescentar (em palavras mais simples, acho que não tenho nada a dizer que meus amigos não tenham dito aqui ainda).

Foi uma experiência importante. Ficamos nervosos e deixamos a desejar com relação à quase-perfeição que costumamos apresentar em ensaios e à eficiência que apresentamos nas gravações. Temos mesmo que melhorar muito nossa performance ao vivo e isso realmente só vem com a experiência.

Confesso que não reparei muito na performance corporal e na presença do resto do pessoal. Lembro apenas de ter tido alguns flashes que mostravam um Bryan muito mais simpático com o público do que no último show, há mais de um ano atrás. Sei que fiquei frustrado com minha performance tanto desse ponto de vista (quem já me viu ensaiar, sabe que sou capaz de agitar mais) quanto do ponto de vista técnico. Assim que dei minha primeira palhetada e percebi que teria mais meia-hora de palco sem me ouvir, fiquei extremamente nervoso e cometi alguns erros que poderiam ser evitados. Os erros de tempo são aceitáveis. Sem ouvir a música, fica mesmo difícil acertar o tempo.

No entanto, tenho a impressão de que as coisas melhoraram com Fatos e Fatos, música que é um verdadeiro talismã para mim. Ela veio em um momento do show em que estive bastante abalado com uns erros bobos da música anterior e me permitiu a redenção nos dois solos da música, que, na minha opinião, merecem uma nota 8,63 (para ser bem preciso). Com certeza, a aparentemente desnecessária tiração de onda com a mordida nas cordas me deu bastante moral para ficar mais tranqüilo pro resto do show.

Numa visão geral do show, acho que fomos bem e conseguimos passar bem por cima das dificuldades técnicas que enfrentamos. Para uma reestréia (estréia perante desconhecidos e perante o mundo), fomos bastante bem sim. E a expectativa é de ir melhorando. Eu creio nisso.

O Buza e o Renato deram uma ajuda fera no backstage. O Kareka mostrou a diferença entre um fotógrafo profissional e o resto. Meu pai assistiu pela primeira vez a um show meu (isso é importante pra qualquer um). A Lívia me fez feliz como sempre e, de brinde, ainda levou amigos para prestigiar. A Alice faturou um beijinho durante o show. E a banda tirou suco de pedra mais uma vez.

Por coincidência, li hoje no MySpace de um cantor que admiro que "you'll never know if a musician is the real deal until you see them live". Graças à bondade de Deus, de Buda, de Alá, do Universo, de Zaratustra ou de qualquer outro ser poderoso desses, teremos em breve novas oportunidades de criarmos a experiência de que precisamos e buscarmos ser "the real deal". E acho difícil desperdiçarmos essa chance.

Agradeço a força de todos os que compareceram e aos que compareceriam se pudessem (sei que teve gente que não pôde ir e que gostaria de estar lá).

É isso.

Fiquem em paz,
(eu não comi big mac)
ouçam Joshua Radin,
cuidem bem um do outro e
compareçam no nosso show de quinta-feira, dia 4,
na Faculdade de Direito da UnB (prédio ao norte
do campus, em uma elevação conhecida como
Monte Olimpo, ao lado de uma construção),
às 22h30.

gc

2 comentários:

Bruno Medeiros disse...

8.63 foi histórico!
E ainda foi acima da minha q foi 7!
hehehehehe!

Nos vídeos dá pra ver que não foi tão descartável assim!

Controlemos a ansiedade e nervosismo!

O resto é consequência!

=****

B.S.

K disse...

curti o Joshua