quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Nas profundezas do mar sem fim... ou no rasinho da piscina inflável

Descendentes meus,

Tenho me sentido incomodado com a necessidade de buscar superlativos pra tudo, com o uso da segunda pessoa do singular e do plural nos dias de hoje.
Sério...
Parnasianismo a esta altura do campeonato?
És, ó augusto e égrégio poeta entusiasta dos tempos de outrora, um chato de galochas!
A manifestação cultural deveria refletir sua época. É lógico que devemos ler os clássicos, os grandes mestres. Ignorar a beleza do passado só nos deixa mais feios e burros no presente.
Mas ficar preso às antigas escolas, aos velhos costumes... pra quê?
A roda continua girando, o mundo continua girando. A arte continua girando também.
Pra frente, sempre.
Escrever como se escrevia a quase duzentos anos atrás não traz benefícios nem ao autor (que se esforça para soar como um Olavo Bilac), nem ao leitor (que simplesmente rechaça obras dessa estirpe).
Fazer música como se fazia a 30 anos atrás, idem. Embora não faltem fãs xiitas para as canções e estilos das décadas passadas.
Notem que não faço apologias à falta de vocabulário, ao mau gosto, à mediocidade. Mas produzir hoje como um senhorzinho da década de vinte do século passado... Sério?
Influências a parte (e elas sempre serão notadas, respeitadas e reproduzidas), novidades são fundamentais.
Criar é fundamental.
Recriar, nem tanto.

Amplexão!

Bryan St. Martin.

2 comentários:

Bruno Medeiros disse...

Devo confessar que curti esse post!

Especialmente pela "amplexão"

Tia Dani disse...

Amo essa minha sintonia com os posts da Woohoos! Eu tava falando sobre isso com a minha mãe, assim que saí da consulta com o dentista...
ai ai... amo muito!