Meus filhos,
Com muito prazer, faço o review do nosso "1º" show.
Com muito prazer, faço o review do nosso "1º" show.
(foto: Kareka Freitas)
As aspas acima justificam-se pelo fato da gente ter feito um show em julho do ano passado, no aniversário da Kika, amiga da banda.
Desde então, nos dedicamos a gravar o disco, desenvolver o site e nada mais (como se fosse pouco fazer isso com recursos próprios, mas essa é outra história).
Prosseguindo, para fins de contabilidade, passemos a considerar este o nosso primeiro show, já que tocamos somente nossas próprias músicas.
O Show:
Local: McDonalds's 405 Sul, Asa Sul, Brasília, DF
Horário: mais ou menos 19:40h
Set:
Não Deixe o Tempo Passar
Bye-Bye
Fatos e Fatos
A Valsa
Nananana
Volta
Análise:
Diria que foi um bom começo. Público bacana, vários rostos amigos entre outros tantos desconhecidos (mas não por isso menos amigáveis). O volume da platéia me surpreendeu bastante, esperava bem menos pessoas para o show da (por ora) anônima Woohoos!
33 minutos. Nada mal. O nervosismo da estréia arrebatou meu corpo. Foi só botar o pézinho direito no palco que eu começei a suar como se estivesse correndo uma maratona (providenciar toalhas para o próximo show).
(Foto: Kareka Freitas)
Quem sou eu para reclamar da oportunidade de estréia que tivemos, ainda mais num evento de fins tão nobres. Maaaas...
O sistema de som não era dos melhores. Sofremos muito para podermos nos ouvir. Sem ter tempo para passar o som, sem técnico de PA e sem equipamentos suficientes, foi um show difícil.
Sem retorno algum, tocamos por instinto, "às escuras". Quem mais sofreram com isso, certamente, foram o Guiga e eu, que precisamos ouvir o que estamos fazendo para, bem, saber o que estamos fazendo.
(Foto: Kareka Freitas)
Bernardo fez muito bem o que pôde fazer. Sapo maltratou sua bateria para que ela pudesse ser ouvida.
(Foto: Kareka Freitas)
(Foto: Kareka Freitas) Às escuras, fica difícil interpretar. Na tentativa de ouvir o que estou cantando, vou instintivamente aumentando o volume da minha voz. Até que, lamentavelmente, ela acaba. Neste caso, ela acabou na terceira música. Daí pra frente, fui diminuindo o tom de algumas passagens para tentar chegar vivo até o final (lembrete: nunca mais ensaiar em dia de show).
(Foto: Kareka Freitas)
Conclusão: É fundamental que tenhamos bons retornos nos shows por vir. A falta de monitoração compromete quase que completamente o nosso desempenho.
Sabíamos das dificuldades de tocar nessas condições, mas topamos porque precisamos criar nossa persona ao vivo. Pra isso, não existe ensaio. Só o palco.
Minha performance vocal foi, digamos, razoável. Metade do set com voz, a outra metade sem voz. Minha presença de palco com certeza evoluirá com os shows que virão. Tentei agir com naturalidade e simpatia. Acho que consegui. Preciso perder o barrigão, que realmente limita os movimentos. Preciso me soltar mais, entreter e cativar o público. Não posso deixar de usar meus óculos escuros. Preciso pulir esta aura antipática que me envolve. Ou seja, muito trabalho a fazer!
(Foto: Kareka Freitas)
Apesar dos pesares, cumprimos nosso objetivo. Precisamos melhorar bastante, mas foi um bom ponta-pé inicial.
Nota: 4,0
Abração!
Bryan St. Martin
PS: Não citarei nomes para não correr o risco de esquecer alguém injustamente. Maaaaas, a todos os que contribuíram para a realização do show, muito obrigado!
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